Festival de música de Juiz de Fora celebra 37ª edição com homenagens e concerto de encerramento
Evento homenageou os 200 anos da morte de Joaquina Lapinha e contou com concerto de encerramento no palco do Central.
Por Redação Diário Local
O 37º Festival Internacional de Música Colonial Brasileira e Música Antiga encerrou sua programação com um concerto realizado no palco do Central, em Juiz de Fora. O evento, marcado por uma grade de atividades gratuitas, reafirmou seu papel na preservação da memória musical brasileira e na projeção cultural do município no circuito internacional.
Nesta edição, a celebração homenageou os 200 anos da morte de Joaquina Lapinha, reconhecida como pioneira da música lírica no Brasil. Além do repertório clássico, a programação incluiu passagens pela música medieval e abriu espaço para gêneros populares, como o choro e o samba, com a apresentação do Trio Madeira Brasil.
O concerto de encerramento contou com a participação do pianista Marcus Medeiros, que exerce a função de diretor-geral do evento e é pró-reitor de Cultura da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF). Medeiros se apresentou no palco ao lado da USP Filarmônica.
Segundo Medeiros, o festival busca sustentar um trabalho de formação de novos talentos e de novas plateias. O diretor destacou a importância da continuidade de projetos culturais para o desenvolvimento artístico de jovens no país.
O que foi destaque na programação?
Além das apresentações musicais, o festival promoveu ações formativas para o público. A curadoria buscou equilibrar o resgate histórico da música colonial com a diversidade de ritmos, integrando o cenário erudito ao popular.
O evento também consolidou sua relevância ao reunir artistas de renome e garantir a sintonia do público local. A estrutura do festival permitiu que a cidade de Juiz de Fora fosse inserida em discussões de importância cultural para o cenário de música antiga.
A diversidade de gêneros, que incluiu desde o medieval até o samba, foi uma das estratégias para ampliar o alcance da mostra. A participação de grupos consagrados ajudou a reforçar o prestígio da 37ª edição.
Com o encerramento das atividades no palco do Central, o festival conclui mais um ciclo de fomento à cultura. A iniciativa segue focada no trabalho de preservação da memória e na formação de novas gerações de músicos.
