Polícia Civil indicia homem por estupro de vulnerável e ameaça contra três jovens em Guarapari
Investigação da Polícia Civil concluiu inquérito sobre abusos ocorridos há cerca de dez anos; suspeito confessou os crimes.
Por Redação Diário Local
A Polícia Civil indiciou um homem de 47 anos em Guarapari pelos crimes de estupro de vulnerável e ameaça contra três jovens. O inquérito foi concluído nesta segunda-feira (31).
A investigação teve início em 15 de agosto, quando a filha do investigado procurou a sede da 5ª Delegacia Regional de Polícia para denunciar os abusos. Segundo a polícia, os crimes ocorreram há aproximadamente dez anos, quando as vítimas eram crianças.
As vítimas são atualmente três mulheres, com idades entre 18 e 19 anos. Além da filha do investigado, a polícia identificou a enteada do suspeito e uma vizinha como vítimas dos abusos.
Como ocorreu a investigação?
De acordo com o delegado Rafael Gobbi, a investigação avançou após o relato da primeira jovem, incentivada por uma tia a buscar as autoridades. Após o primeiro depoimento, os investigadores identificaram a enteada do homem como segunda vítima, cujos relatos foram considerados coerentes e convergentes.
Posteriormente, a polícia tomou conhecimento de uma terceira vítima, vizinha do investigado, cuja família registrou um boletim de ocorrência. A investigação apontou que, na época dos fatos, as vítimas tinham cerca de dez anos de idade.
Durante o cumprimento de mandados de busca e apreensão, realizados em 21 de agosto com apoio da Polícia Militar, foi apreendida uma carabina de pressão calibre 5.5. A Polícia Civil informou que o homem enviava fotos da arma às vítimas pelo WhatsApp para intimidá-las.
Prisão e antecedentes
O investigado confessou os abusos contra as três vítimas durante o cumprimento dos mandados de prisão temporária. Segundo a corporação, o homem já possui antecedente policial por assédio sexual.
A prisão temporária foi solicitada após a polícia identificar uma possível tentativa de fuga. Segundo a investigação, o homem pediu a rescisão de seu contrato de trabalho em 21 de agosto, data que seria seu último dia de serviço, após saber da investigação preliminar.
Com a conclusão do inquérito, a Polícia Civil pediu ao Poder Judiciário a conversão da prisão temporária em preventiva, alegando que o indiciado representa perigo para o meio social. O homem permanece preso e à disposição da Justiça.
