Morte da cantora Bonnie Tyler acende alerta sobre riscos e sinais da apendicite
Cantora morreu aos 75 anos após complicações de uma ruptura de apêndice; especialistas explicam sintomas e riscos de infecção.
Por Davy Albuquerque
A morte da cantora Bonnie Tyler, aos 75 anos, após complicações provocadas por uma apendicite, levanta alertas sobre a importância do diagnóstico rápido da doença. A artista começou a sentir dores abdominais em abril e, dois dias após buscar ajuda médica, foi identificada uma ruptura do apêndice, evoluindo para um quadro grave na UTI.
A apendicite aguda é uma das emergências cirúrgicas mais frequentes no mundo. A condição é causada pela inflamação de uma pequena estrutura localizada no início do intestino grosso, que pode ser obstruída por fezes endurecidas, gânglios inchados ou tumores.
Quais são os riscos da apendicite?
A principal preocupação médica é o risco de ruptura do órgão. Quando a entrada do apêndice é obstruída, a proliferação de bactérias favorece a inflamação. Se o tratamento não for realizado a tempo, o órgão pode se romper e espalhar a infecção pela cavidade abdominal.
Embora não exista um prazo exato para a ocorrência da ruptura, o risco aumenta após um período de 36 a 48 horas. Em estágios avançados, a evolução pode levar à necrose do órgão e à perfuração, resultando em peritonite e sepse (infecção generalizada).
Como identificar os sintomas?
Os sinais da inflamação podem não aparecer simultaneamente, mas o sintoma clássico é uma dor abdominal que surge ao redor do umbigo e migra para o lado inferior direito do abdômen, tornando-se intensa. Outros sinais comuns incluem febre baixa, náuseas, vômitos, perda de apetite, prisão de ventre ou diarreia.
A doença costuma atingir principalmente jovens entre 10 e 30 anos, mas pode afetar qualquer idade. Em idosos, embora menos comum, o risco de complicações graves é considerado maior.
Como é feito o tratamento e diagnóstico?
O diagnóstico é realizado por meio de exame físico e exames laboratoriais, podendo ser complementado por ultrassonografia ou tomografia do abdome. Uma vez confirmada a inflamação, o tratamento é exclusivamente cirúrgico.
A cirurgia para a retirada do apêndice — chamada de apendicectomia — é a melhor escolha na maioria dos casos. O procedimento pode ser realizado por videolaparoscopia, técnica que utiliza pequenos cortes na área abdominal.
