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Delegacia investiga manchas de óleo em praias de Ipanema e Arraial do Cabo no Rio

Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente e Ibama apuram origem de material semelhante a piche em Ipanema e na Reserva do Arraial do Cabo

Por Diário Local

A Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente (DPMA) iniciou, nesta sexta-feira (10), investigações para apurar o aparecimento de manchas escuras na faixa de areia de praias no Rio de Janeiro. O material, com características semelhantes a óleo ou piche, foi encontrado na Praia de Ipanema, na Zona Sul da capital, e na Praia Grande, em Arraial do Cabo, na Região dos Lagos.

A perícia técnica foi solicitada para analisar a composição do material e tentar identificar a origem das substâncias. O objetivo das investigações é esclarecer as circunstâncias do ocorrido, identificar possíveis responsáveis e verificar a existência de infração penal ambiental.

O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) informou que foi notificado sobre as manchas na quinta-feira (9). Após o aviso, o órgão repassou as informações ao Grupo de Acompanhamento e Avaliação (GAA), integrante do Plano Nacional de Contingência para Incidentes de Poluição por Óleo em Águas sob Jurisdição Nacional.

As informações também foram enviadas ao Instituto Estadual do Ambiente (Inea) para que as medidas de resposta ao incidente sejam adotadas de forma conjunta. O monitoramento do litoral fluminense segue sendo realizado pelos órgãos envolvidos.

Nesta sexta-feira (10), equipes do Ibama realizaram a coleta de seis amostras de manchas de óleo na Praia de Ipanema. A coleta foi feita no trecho compreendido entre os postos 8 e 9 da praia.

O material coletado foi encaminhado para análise no Laboratório de Apoio ao Desenvolvimento Tecnológico (Ladetec), da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Os resultados laboratoriais serão fundamentais para subsidiar a identificação da proveniência do material.

O Ibama ressaltou que outras equipes permanecem em campo realizando vistorias constantes. O foco é identificar novas áreas que possam ter sido afetadas e investigar a possível origem do óleo.

O Inea informou que aguarda os laudos das análises para adotar as medidas cabíveis. O instituto segue articulado com as demais autoridades para acompanhar a situação no litoral do estado.

Revisado por Davy Albuquerque, editor responsável.