Professores da rede municipal de Juiz de Fora suspendem aulas por dois dias em protesto
Mobilização do sindicato da categoria reivindica regularização de pagamentos atrasados e critica demissões na rede municipal.
Por Redação Diário Local
Os professores da rede municipal de ensino de Juiz de Fora iniciaram, nesta terça-feira (18), a suspensão das atividades escolares por dois dias. A paralisação é coordenada pelo Sindicato dos Professores Municipais (Sinpro-JF) em resposta a pendências financeiras e administrativas da Prefeitura de Juiz de Fora (PJF).
Segundo o Sinpro-JF, a mobilização é motivada por erros na folha salarial, atrasos em rescisões contratuais e o não pagamento de triênios e adicionais. A entidade afirma que a adesão à paralisação conta com 92% dos profissionais da categoria.
Além da suspensão das aulas, os professores realizaram um ato de protesto na tarde de terça-feira (18) em frente ao pátio da prefeitura, na Avenida Brasil. Para dar continuidade ao movimento, está prevista uma assembleia com os servidores nesta quarta-feira (19), no Ritz Hotel.
A coordenadora do sindicato, Lúcia Lacerda, afirmou que a entidade cobra a regularização de pagamentos que estariam pendentes desde janeiro deste ano. Segundo a representante, até o momento não houve uma resposta sobre as reivindicações.
O movimento também exige a regularização do repasse do Plano Nacional de Educação (PNE) para as unidades escolares. Outro ponto de crítica levantado pelo sindicato é a demissão de 79 trabalhadores das áreas de limpeza e manutenção das escolas municipais.
Esta é a terceira mobilização da categoria em 2026. A primeira ocorreu em 26 de fevereiro, quando os professores suspenderam as atividades por 24 horas para cobrar avanços na campanha salarial. A segunda paralisação aconteceu em 22 de maio, com demandas similares envolvendo pagamentos.
No final de julho, houve um episódio de tensão quando a administração municipal anunciou a demissão de 26 professores vinculados à Secretaria de Esporte e Lazer durante o recesso escolar. A decisão foi recuada pela prefeitura após o anúncio.
A Prefeitura de Juiz de Fora não respondeu aos questionamentos enviados sobre as novas demandas apresentadas pelo Sinpro-JF até o fechamento desta matéria.
