Servidores denunciam racionamento de fraldas no Hospital João Penido em Juiz de Fora
Representantes do sindicato afirmam que a falta de insumos compromete a saúde de pacientes, enquanto a Fhemig nega desabastecimento.
Por Redação Diário Local
Servidores do Hospital Regional Doutor João Penido (HRJP) e representantes do Sindicato Único dos Trabalhadores da Saúde de Minas Gerais (Sind-Saúde) cobram providências da Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig) sobre um alegado racionamento de fraldas descartáveis na unidade de Juiz de Fora. O grupo afirma que a falta de materiais pode comprometer a saúde dos pacientes internados.
A situação, que segundo o sindicato ocorre há quase uma semana, foi relatada em um ofício enviado nesta quarta-feira (5). O documento é assinado por trabalhadores da unidade, pacientes e acompanhantes, e alerta para possíveis riscos à assistência hospitalar.
De acordo com o relato dos servidores da ala B — setor que atende pacientes semicríticos com diversas patologias —, a orientação para a redução de materiais foi repassada de forma verbal. Eles afirmam que seriam disponibilizadas apenas duas fraldas por paciente durante o período de plantão.
Os profissionais alegam que o quantitativo é insuficiente para o quadro clínico dos pacientes atendidos na ala. Em um dos relatos, foi mencionado que, até a noite de terça-feira (4), uma ala contava com apenas quatro pacotes de oito unidades cada para todo o período de plantão.
A representação sindical destaca que a troca regular de fraldas é fundamental para garantir conforto, higiene e dignidade. A falta do insumo pode elevar o risco de infecções, dermatites e o surgimento de lesões nos pacientes em tratamento ou recuperação.
Resposta da gestão
Em nota, a Fhemig, gestora do hospital, negou a falta de insumos na unidade. A fundação afirmou que a informação sobre racionamento não procede e que a distribuição de materiais passou a ser gerida pelo almoxarifado do hospital.
Segundo a fundação, o novo modelo de distribuição baseia-se em critérios técnicos e assistenciais. A gestão considera o número de pacientes acamados em cada unidade e as necessidades clínicas individuais, como casos de incontinência urinária.
A Fhemig ressaltou que a reorganização do fluxo visa qualificar a gestão dos materiais. A instituição declarou ainda que a medida não causa prejuízo à assistência e busca preservar a segurança e a higiene de todos os pacientes internados.
