Diário Local
Saúde

Novo sistema de regulação de Minas Gerais envia paciente de Pouso Alegre para Poços de Caldas

Novo sistema Core, usado para gerenciar leitos em Minas Gerais, encaminhou idosa de 86 anos para outra cidade devido à falta de vagas.

Por Redação Diário Local

Uma paciente de 86 anos, que estava internada na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Pouso Alegre, foi transferida para a cidade de Poços de Caldas nesta segunda-feira (27). A movimentação foi determinada pelo Core, novo sistema de regulação de leitos implementado pelo governo de Minas Gerais para gerenciar vagas e direcionar pacientes a hospitais.

A transferência de Terezinha Faria de Paiva ocorreu devido à alegada falta de leitos em unidades da região, como o Hospital Samuel Libânio, que fica localizado na própria cidade de Pouso Alegre. A família da idosa manifestou revolta com a decisão tomada pelo sistema de regulação.

O sistema Core foi criado para substituir o antigo SUS-Fácil, ferramenta que era utilizada para o gerenciamento de vagas de saúde no estado. Segundo o governo de Minas Gerais, a nova tecnologia visa tornar a regulação hospitalar mais ágil, segura, transparente e integrada.

Apesar do posicionamento oficial da gestão estadual, o mecanismo tem sido alvo de críticas recorrentes em Minas Gerais. Relatos apontam que a suposta melhoria na gestão de leitos tem resultado em transferências de longa distância, afastando os pacientes de seus núcleos familiares durante momentos de saúde delicados.

Casos semelhantes de deslocamento para municípios distantes já haviam sido registrados recentemente na região. No mês passado, um paciente de Pouso Alegre, o senhor Elson Sibinelli, de 76 anos, passou por situação parecida.

Na ocasião, o paciente foi transferido da UPA de Pouso Alegre para a cidade de Ouro Fino. O senhor Elson veio a falecer após o deslocamento.

O uso de sistemas automatizados para o direcionamento de pacientes para hospitais tem gerado debates sobre a eficiência logística versus o impacto humano nas transferências. O modelo busca otimizar o uso da rede pública, mas enfrenta resistência quanto ao critério de proximidade geográfica.

Até o momento, o governo de Minas Gerais mantém a defesa da ferramenta como um avanço na integração da rede de saúde. O sistema continua sendo o responsável pelo fluxo de entrada e saída de pacientes nas unidades de pronto atendimento do estado.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.