Diário Local
Segurança

Suspeito apontado como gerente de facção é preso após tentativa de fuga em Vitória

Caio de Souza Sá, de 29 anos, é investigado por liderar ataque que resultou na morte de um trabalhador em Santos Dumont

Por Davy Albuquerque

Um homem de 29 anos, apontado como gerente da facção Primeiro Comando da Vitória (PCV) no bairro Santos Dumont, foi preso pela Polícia Militar do Espírito Santo (PMES) na madrugada desta sexta-feira (17), em Vitória. Caio de Souza Sá, conhecido como "Caio Capeta", foi localizado após tentar fugir de uma abordagem policial durante patrulhamento a pé.

A prisão ocorreu por volta das 3h30, durante uma incursão da Patrulha de Aglomerados da 6ª Companhia do 1º Batalhão de Polícia Militar (BPM). Os militares realizavam o patrulhamento pelas escadarias do bairro Consolação quando avistaram o suspeito.

Ao perceber a presença dos policiais, o homem fugiu pelas vielas da região. Durante a tentativa de fuga, ele invadiu uma residência localizada na Alameda São Cosme Damião, mas foi alcançado após um cerco tático realizado pelos militares.

Segundo a PMES, o suspeito tentou ocultar sua identidade no momento do encontro com a equipe policial, mas acabou sendo reconhecido. Após a abordagem, ele teria admitido que tinha conhecimento sobre a existência de um mandado de prisão contra si e que a fuga foi motivada por isso.

Com o homem, os policiais apreenderam um aparelho celular e R$ 810 em dinheiro. Ele foi conduzido sem ferimentos para a 1ª Delegacia Regional de Vitória, onde a ordem judicial foi cumprida.

Motivo da prisão

O mandado de prisão preventiva foi expedido pela 1ª Vara Criminal de Vitória pelo crime de homicídio qualificado. Caio de Souza Sá é réu por liderar um ataque a tiros contra um bar na região de Santos Dumont, ocorrido na noite de 18 de janeiro de 2026.

De acordo com as investigações descritas no mandado, o atentado foi motivado por disputas territoriais entre grupos criminosos pelo controle do tráfico de drogas. O ataque foi caracterizado como uma tentativa de intimidação contra a comunidade e grupos adversários para afirmar o domínio da facção.

Na ocasião do crime, os atiradores dispararam em um local que estava ocupado por diversas pessoas alheias ao conflito entre facções. O atentado resultou na morte de Bruno Santos Gouvêa, de 26 anos, que trabalhava como técnico de refrigeração.

As investigações apontaram que a vítima não possuía qualquer ligação com o crime organizado. O mandado judicial ainda descreveu a ação como uma demonstração de "completa aversão à ordem social".

Após o encaminhamento para a delegacia e a formalização da prisão, o investigado permanece à disposição da Justiça. Ele deve ser transferido para o sistema prisional para cumprir a determinação judicial.

Revisado por Davy Albuquerque, editor responsável.