Pesquisa Quaest aponta que 78% dos eleitores do DF são a favor de ampliar escolas cívico-militares
Levantamento da Quaest mostra aprovação de 78% entre eleitores do Distrito Federal para ampliação do modelo de gestão.
Por Redação Diário Local
Cerca de 78% dos eleitores do Distrito Federal são a favor da ampliação das escolas cívico-militares, aponta a pesquisa Quaest divulgada nesta quinta-feira (10). O levantamento indica que 18% dos entrevistados são contrários à medida, enquanto 4% não souberam ou não responderam à pergunta.
O projeto de expansão do modelo de gestão militarizada no DF teve início em 2019, durante o primeiro ano da gestão do governador Ibaneis Rocha (MDB). Atualmente, a rede de ensino da região conta com 42 escolas que seguem esse formato.
A aprovação varia conforme a faixa etária dos participantes. O grupo de eleitores entre 35 e 59 anos apresenta o maior índice de apoio, com 83%. Entre jovens de 16 a 34 anos, a favorabilidade é de 71%, enquanto os cidadãos com 60 anos ou mais registram 72% de aprovação.
O perfil de gênero também apresenta diferenças na percepção sobre o tema. Entre o público feminino, 79% são favoráveis à ampliação e 16% se posicionam contra. Já entre os homens, o índice de apoio é de 75%, com 22% de posicionamento contrário e 3% que não responderam.
Quanto aos aspectos socioeconômicos, o apoio à medida é de 83% entre pessoas com escolaridade de nível ensino fundamental. O mesmo percentual de favorabilidade (83%) foi registrado entre os entrevistados que possuem renda de até dois salários mínimos.
A inclinação política influenciou significativamente os resultados. Os eleitores que se identificam como bolsonaristas são os que mais aprovam a expansão, com 96%, seguidos pelos de direita não bolsonaristas, com 95%. Na outra extremidade, os cidadãos identificados como esquerda não lulista apresentaram o menor índice, de 43%.
A pesquisa Quaest ouviu 1.104 pessoas com idade a partir de 16 anos entre os dias 4 (quinta-feira) e nesta segunda-feira (7) (domingo). O levantamento possui margem de erro de 3 pontos percentuais para mais ou para menos e um nível de confiança de 95%.
Os registros da pesquisa no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) constam sob os números BR-04442/2026 e DF-01987/2026.
