TREs definem neste sábado (3) as urnas que passarão por auditoria no domingo (4)
Tribunais Regionais Eleitorais sorteiam seções para o Teste de Integridade, que ocorre neste domingo (4) com votação simulada.
Por Redação Diário Local
Os Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) definem nesta sábado-feira (3) as seções que participarão do Teste de Integridade nas eleições de 2026. O sorteio das urnas eletrônicas que serão auditadas ocorre na véspera do primeiro turno, com a votação simulada prevista para este domingo (4).
O teste de integridade tem como objetivo verificar, por amostragem, se o equipamento registra e contabiliza corretamente os votos digitados. Durante o procedimento, cédulas de papel preenchidas por voluntários são digitadas nas urnas selecionadas para que o resultado eletrônico seja comparado com a contagem manual.
Como funciona a auditoria das urnas?
O processo começa com a definição das seções e o sorteio das urnas, realizados pelos TREs em cerimônias públicas neste sábado (3). As urnas escolhidas, que já estavam lacradas para o uso normal, são recolhidas sob escolta e levadas para locais de teste equipados com câmeras e abertos ao público.
No domingo (4), antes do início da simulação às 8h, é emitida a zerésima — relatório que comprova que a urna não possui votos computados. Após a digitação das cédulas de papel, o encerramento ocorre às 17h com a emissão do Boletim de Urna, que deve apresentar números idênticos aos das cédulas.
Vale ressaltar que os votos inseridos durante essa simulação não entram na apuração oficial da eleição. As seções de origem das urnas auditadas recebem equipamentos de contingência para garantir a normalidade do voto dos eleitores.
Fiscalização e tecnologia
O Tribunal de Contas da União (TCU) acompanhará as etapas em todas as 27 unidades da Federação. O órgão fiscaliza se os TREs cumprem os procedimentos definidos pela Justiça Eleitoral, tanto nos testes tradicionais quanto na nova modalidade com biometria, adotada desde 2022.
Na auditoria com biometria, eleitores que já votaram na eleição oficial e aceitarem participar como voluntários utilizam a impressão digital para habilitar a urna em teste. O secretário de Tecnologia da Informação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Júlio Valente, afirmou que o teste é realizado desde 2002 e nunca registrou divergências.
Ainda neste sábado (3), o presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, participa da cerimônia de verificação da integridade e autenticidade dos sistemas instalados no tribunal. Na ocasião, será conferido se os programas de totalização correspondem às versões lacradas pela Justiça Eleitoral.
