Autismo é a deficiência com maior número de candidatos nas Eleições 2026 no DF
Levantamento aponta sete candidatos com Transtorno do Espectro Autista em disputas para deputados e vice-governadoria no Distrito Federal.
Por Redação Diário Local
O autismo é a condição específica mais declarada entre os candidatos com deficiência registrados para as Eleições 2026 no Distrito Federal. Ao todo, sete candidatos informaram estar dentro do Transtorno do Espectro Autista (TEA) no momento do registro de candidatura.
O levantamento aponta que 20 candidatos distintos declararam possuir algum tipo de deficiência. As candidaturas estão concentradas principalmente nas disputas para os cargos de deputados distrital e federal, além de haver um registro para a vice-governadoria.
Quando as categorias de deficiência física são analisadas separadamente, o TEA apresenta o maior número de registros individuais. Além dos sete candidatos autistas, o grupo conta com três pessoas com paraplegia, uma com deficiência auditiva, uma com deficiência visual e uma com monoplegia. Outros oito candidatos foram classificados na categoria de "outras deficiências", sendo cinco delas relacionadas a deficiências físicas.
O perfil do eleitorado no DF
Embora existam 20 candidatos com deficiência, o número de eleitores na mesma condição é consideravelmente maior. O Distrito Federal possui 24.832 eleitores com deficiência aptos a votar nas eleições deste ano, o que representa aproximadamente 1,1% do total de 2.253.132 eleitores da unidade federativa.
Dentro do grupo de eleitores com deficiência, a classificação mais comum é a de "outras deficiências", com 12.697 registros (46,2%). A segunda maior categoria é a de deficiência de locomoção, com 6.222 eleitores (22,64%), seguida pela deficiência visual, com 4.900 (17,83%), e a deficiência auditiva, com 3.101 (11,28%).
Sobre a obrigatoriedade do voto, dos 24.832 eleitores com deficiência, 19.051 (76,7%) devem votar obrigatoriamente, enquanto 5.781 (23,3%) têm o voto facultativo. A proporção de eleitores com voto facultativo entre o grupo com deficiência é maior do que na média geral do DF, onde apenas 10,3% dos eleitores estão nessa condição.
Reivindicações de inclusão
A presidente do Conselho de Defesa dos Direitos da Pessoa com Deficiência do Distrito Federal (Coddede), Ana Paula Batista, defende que as pautas de acessibilidade e inclusão precisam de efetividade prática, para além do simbolismo de períodos eleitorais.
Entre as principais demandas do segmento estão a continuidade do atendimento e reabilitação na área da saúde, a melhoria de calçadas e espaços públicos para garantir autonomia, e o cumprimento de direitos no transporte público, com capacitação de profissionais e acessibilidade de informações.
Também constam como prioridades a necessidade de suporte adequado nas instituições de educação para diferentes necessidades e a participação direta de pessoas com deficiência e entidades do setor na criação de novas políticas e propostas.
