Bia Kicis reage a decisão da Justiça Eleitoral que proibiu Sebastião Coelho de impulsionar críticas
Candidata ao Senado afirmou que a lei eleitoral impede o impulsionamento de conteúdos negativos e contestou reação de adversário.
Por Redação Diário Local
A candidata ao Senado Bia Kicis (PL-DF) criticou o também candidato Sebastião Coelho (Novo-DF) após o Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF) determinar que ele não impulsione conteúdos negativos contra ela. Em manifestação nas redes sociais, Kicis afirmou que o adversário tem liberdade para fazer críticas, mas a legislação eleitoral veda o impulsionamento de mensagens dessa natureza.
A candidata do PL rebateu a reação de Coelho à decisão judicial, ressaltando que ele possui conhecimento técnico sobre o tema por ser magistrado. "Ele é juiz e conhece a lei. Sabe que é proibido impulsionar conteúdo negativo. Quer falar, fale à vontade mas não impulsione", declarou Kicis em comentário nas redes sociais.
Kicis defendeu ainda o cumprimento da norma, argumentando que a regra deve ser seguida por todos os envolvidos no pleito. "Eu mesma não impulsiono conteúdo negativo dos adversários. Basta seguir a lei que é para todos", afirmou a candidata.
A decisão do TRE-DF foi proferida pela juíza Gilda Sigmaringa. A magistrada determinou que Sebastião Coelho se abstenha de contratar novo impulsionamento do conteúdo questionado ou de materiais substancialmente equivalentes que tenham como objetivo a divulgação de mensagens negativas contra a campanha de Bia Kicis.
A medida judicial também estabeleceu uma sanção financeira para o descumprimento da ordem. Caso o candidato ignore a determinação de não impulsionar os conteúdos, deverá pagar uma multa diária no valor de R$ 5 mil.
O que motivou a decisão judicial?
A ordem da Justiça Eleitoral teve como alvo um vídeo publicado por Coelho, no qual ele dirigiu críticas à campanha de Bia Kicis e de Michelle Bolsonaro (PL). Na gravação, o candidato questionou a postura pública de Michelle Bolsonaro e criticou a escolha de suplentes para as candidatas.
No vídeo, Coelho afirmou que a ex-primeira-dama deveria estar em manifestações de rua em vez de realizar vídeos para redes sociais. Ele também contestou a indicação de familiares para os cargos de suplentes, sugerindo que os parentes assumiriam as vagas em caso de eleição.
A decisão visa garantir que o debate político ocorra dentro dos limites estabelecidos pela lei, impedindo o uso de recursos financeiros para potencializar ataques de cunho negativo durante o período eleitoral.
