Caiado cita Lulinha e Marcola como parte de suposto esquema em debate presidencial
Candidato à Presidência Ronaldo Caiado usou o termo 'Dark Lobby' para descrever esquema de influência; campanha de Lula aciona o TSE.
Por Redação Diário Local
O candidato à Presidência da República, Ronaldo Caiado (PSD), afirmou que o empresário Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, e Marcola, ex-chefe de gabinete do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), são figuras centrais de um suposto esquema de tráfico de influência. Durante agenda cumprida nesta quarta-feira (27) no Hospital Santa Marcelina, na zona leste de São Paulo, o candidato comentou sobre as acusações feitas durante o debate presidencial no último domingo (23).
Caiado utilizou o termo “Dark Lobby” para se referir ao que classifica como um esquema de influência no governo. Ao ser questionado sobre o processo movido pelo atual presidente em razão de suas falas, o candidato associou as denúncias ao caso do filme Dark Horse e mencionou que o roteiro do suposto esquema estaria sendo reproduzido por meio de comunicações digitais.
O candidato detalhou sua visão sobre o assunto durante a visita ao hospital. Segundo ele, as informações sobre o que chamou de "Dark Lobby" já circulam em redes sociais, baseando-se em conteúdos que estariam sendo divulgados por Roberta Luchsinger.
“É a nova grande produção brasileira do governo do presidente Lula. Está ali toda a parte do roteiro do filme, que foi escrito pelo celular da Roberta Luchsinger”, afirmou Caiado. O candidato reforçou que os atores principais desse cenário seriam Lulinha e Marcola.
Campanha de Lula aciona o TSE
Em resposta às declarações, a Coligação Brasil Pronto Pra Mais, que representa a campanha de Luiz Inácio Lula da Silva, acionou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nesta quarta-feira (27). A medida visa combater o que a coligação classifica como mentiras, calúnias e ofensas proferidas durante o debate exibido na TV Bandeirantes no último domingo (23).
A ação jurídica é direcionada não apenas a Ronaldo Caiado, mas também ao candidato Renan Santos (Missão). A coligação argumenta que as falas proferidas durante o debate ultrapassaram o campo da crítica republicana voltada à gestão pública.
De acordo com a petição protocolada nesta quarta-feira (27), o propósito das declarações teria sido induzir o eleitorado ao erro. A defesa do atual presidente sustenta que os candidatos ingressaram no campo da desinformação, extrapolando os limites da liberdade de expressão.
A campanha de Lula protocolou duas ações distintas junto ao tribunal. Entre os pedidos, está a remoção de conteúdos que utilizam cortes do debate em redes sociais dos presidenciáveis.
Além da retirada de conteúdos, a defesa de Lula solicita que sejam vetados impulsionamentos relacionados às falas questionadas. A coligação também pede a aplicação de multa de R$ 30 mil para cada um dos candidatos citados no processo.
