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Justiça

MP-SP denuncia Arthur do Val por incitação ao crime após comentário sobre operação policial

Promotoria acusa o ex-deputado estadual de incitação ao crime após declarações relacionadas à Operação Carbono Oculto.

Por Redação Diário Local

O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) apresentou, nesta quarta-feira (26), uma denúncia contra o ex-deputado estadual Arthur do Val por incitação ao crime. A acusação é motivada por declarações feitas pelo ex-parlamentar durante uma transmissão ao vivo em seu canal no YouTube, onde ele teria sugerido a morte de pessoas ligadas ao crime organizado.

A denúncia foi formalizada pelo promotor Roberto Bacal, do Juizado Especial Criminal. Segundo a promotoria, os comentários de Do Val ocorreram no contexto da Operação Carbono Oculto e teriam sido direcionados a pessoas que prestaram serviços aos investigados Roberto Augusto Leme da Silva e Mohamad Hussein Mourad, ambos alvos da operação.

Na transmissão, o ex-deputado utilizou expressões direcionadas a supostos envolvidos em lavagem de dinheiro na região da Faria Lima. A promotoria enquadra as falas como uma incitação direta à prática de crimes contra os alvos da investigação policial.

Em nota, Arthur do Val afirmou que ainda não foi notificado oficialmente sobre o processo apresentado pelo Ministério Público. O ex-deputado declarou que não incitou ninguém ao crime e sustentou que apenas expressou opiniões pessoais a respeito da referida operação.

Arthur do Val está fora da política desde maio de 2022. O ex-parlamentar teve o mandato cassado pela Assembleia Legislativa de São Paulo (ALESP) após a divulgação de áudios em que fazia comentários misóginos sobre mulheres ucranianas durante uma viagem ao país.

O episódio envolvendo as falas na Ucrânia gerou ampla repercussão negativa e resultou na cassação de seu mandato legislativo. Em decorrência da decisão, o ex-deputado foi declarado inelegível para cargos públicos até o ano de 2030.

A nova denúncia do MP-SP amplia o histórico jurídico do ex-parlamentar, que agora responde judicialmente por conduta relacionada à incitação ao crime no ambiente digital.

O caso segue agora para análise do Judiciário, após o protocolo da peça acusatória pelo Ministério Público paulista.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.