Caiado afirma que Sidônio Palmeira incentiva Lula a rivalizar com Donald Trump
Candidato à Presidência afirmou que ministro da Secom busca criar imagem de patriotismo através de embate com o governo dos EUA
Por Redação Diário Local
O candidato à Presidência da República, Ronaldo Caiado (PSD), afirmou nesta quarta-feira (26) que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem sido orientado pelo ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social (Secom), Sidônio Palmeira, a adotar uma postura de confronto com o governo de Donald Trump.
Durante sabatina realizada nesta quarta-feira (26), Caiado alegou que o ministro convenceu o presidente de que haveria benefícios eleitorais ao criar uma rivalidade com o líder dos Estados Unidos. O candidato utilizou o termo irônico "Sinfrônio" para se referir ao marqueteiro e afirmou que a estratégia busca construir uma imagem de patriotismo no Brasil.
Segundo o candidato, a intenção de Lula seria "fazer igual" ao que ocorre com os primeiros-ministros da Austrália, Anthony Albanese, e do Canadá, Mark Carney. O objetivo, na visão de Caiado, seria sugerir o desenvolvimento do país por meio do embate externo com o governo norte-americano.
Caiado classificou a condução do governo federal diante das tarifas impostas pelos Estados Unidos como a pior do mundo. O ex-governador de Goiás declarou que, em uma eventual gestão, buscaria valorizar a chancelia brasileira e manter boas relações com todos os líderes estrangeiros, sem entrar em detalhes sobre as tratativas.
O candidato também direcionou críticas ao ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e a outros integrantes da família Bolsonaro. A crítica ocorreu após manifestações de apoio às tarifas norte-americanas por parte do grupo político.
Para Caiado, é "inimaginável" aceitar qualquer posição de brasileiros contra a pátria. Ele afirmou que qualquer cidadão que se coloque nessa posição é "lesa-pátria" e questionou se um deputado teria mais força do que ele como presidente da República.
"Ninguém pode vangloriar-se de qualquer iniciativa contra o próprio país", declarou o candidato durante o evento, reforçando que não aceitaria condutas que prejudicassem a imagem do Brasil no exterior.
As equipes de assessoria de Eduardo Bolsonaro e da campanha do presidente Lula foram procuradas para comentar as declarações, mas não enviaram resposta até o fechamento desta matéria.
