Caiado afirma que banqueiro Daniel Vorcaro comprou 'os dois lados' da polarização política
Candidato à Presidência critica atuação do STF e afirma que banqueiro Daniel Vorcaro influencia ambos os lados da polarização
Por Redação Diário Local
O candidato à Presidência da República, Ronaldo Caiado (PSD), afirmou, neste sábado (19), que o banqueiro Daniel Vorcaro teria influenciado os dois polos da polarização política no país. Em entrevista, o candidato alegou que Vorcaro teria envolvido o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), em um processo de influência.
Segundo Caiado, o banqueiro teria "comprado" ambos os lados do debate político nacional. O candidato do PSD declarou que, no contexto da divisão atual, o pacote de influências de Vorcaro incluiria tanto o ministro do STF quanto o presidente Lula e o senador Flávio Bolsonaro.
Ao comentar a situação do cenário político, o candidato argumentou que os líderes que atualmente encabeçam as pesquisas não possuem "autoridade moral" para ocupar a Presidência. Para ele, a segmentação e a ruptura observadas no STF exigem um chefe do Executivo que não esteja envolvido nas atuais disputas de poder.
Caiado aproveitou a oportunidade para criticar o comportamento da Corte máxima do país. Ele afirmou que o Supremo não deveria ser tema de debate eleitoral, pois se esperava dos ministros um comportamento pautado pelo decoro e pela liturgia do cargo.
Plano para o STF e indicações
Questionado sobre a ausência de propostas específicas para o Judiciário em seu plano de governo, o candidato detalhou sua estratégia de composição de ministros. Caiado afirmou que, se eleito, indicará quatro mulheres para ocupar cadeiras no Supremo Tribunal Federal.
Como exemplo de perfil para a Corte, ele citou a ex-procuradora-geral da República, Raquel Dodge. O candidato mencionou que o STF teria desrespeitado um parecer da então procuradora no inquérito das fake news, transformando o procedimento em uma ferramenta de poder e ameaça, segundo sua visão.
O candidato também estabeleceu critérios para os novos nomes que pretende indicar à Corte. Caiado defendeu que os ministros indicados por ele tenham idade superior a 60 anos.
Por fim, o político propôs a criação de uma regra de quarentena para os magistrados. A medida visaria impedir que ministros aposentados ou que deixem o cargo possam atuar imediatamente como advogados, emitir pareceres ou disputar cargos eletivos.
