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Política

Caiado propõe classificar facções criminosas como terroristas e critica emendas impositivas

Candidato à Presidência afirma que quer usar Forças Armadas na Amazônia e critica a desordem das emendas impositivas.

Por Redação Diário Local

O candidato à Presidência Ronaldo Caiado (PSD-GO) afirmou, nesta sexta-feira (7), que pretende qualificar facções criminosas como "terroristas domésticos" caso seja eleito. O goiano defendeu a medida como uma estratégia necessária para combater o domínio do tráfico de drogas na região amazônica.

Segundo o candidato, a classificação permitiria o emprego de forças como a Marinha, a Aeronáutica e o Exército em operações na Amazônia. Ele argumentou que o uso exclusivo de polícias militares é insuficiente para atuar em áreas de rios e aeroportos da região.

Caiado alertou que, sem a adoção de medidas rigorosas como essa, o Brasil corre o risco de passar por um processo de "mexicanização". Ele também manifestou a intenção de criar uma polícia transnacional na América do Sul, envolvendo os 10 países que fazem fronteira com o território brasileiro.

No campo da segurança pública, o candidato criticou o atual governo e afirmou que o Partido dos Trabalhadores (PT) é conivente com o narcotráfico. Sobre o uso de câmeras corporais pela Polícia Militar, o goiano manifestou ser contrário ao modelo adotado no estado de São Paulo.

Ao comentar a política externa, Caiado disse que, se eleito, buscará conversas de alto nível com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Ele não comentou, no entanto, sobre a classificação de facções brasileiras como terroristas feita pelo governo americano.

Críticas às emendas parlamentares

Sobre a gestão do orçamento, o candidato criticou o sistema de emendas impositivas, no qual parlamentares indicam recursos para obras e serviços com obrigatoriedade de pagamento pelo governo. Ele classificou o cenário atual como uma "desestruturação do presidencialismo no Brasil".

Caiado afirmou que, se eleito, governaria o país utilizando as emendas parlamentares de forma integrada ao plano de governo do Executivo. Ele defendeu que esses recursos deveriam ser destinados conforme as diretrizes da presidência.

O candidato ressaltou que nunca vivenciou o modelo de emendas impositivas durante sua trajetória como senador e deputado. Para o goiano, o modelo vigente gera uma completa desordem institucional no país.

Confronto político e relação com Flávio Bolsonaro

Caiado também comentou sua mudança de postura em relação ao senador Flávio Bolsonaro (PL). O candidato explicou que o motivo da mudança foram os fatos recentes, citando vazamentos de informações sobre a relação do parlamentar com o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master.

O candidato afirmou que não considerou normal um senador pedir dinheiro a um banqueiro. Ele ressaltou que, durante sua vida pública, não esteve envolvido em escândalos como o Mensalão, Petrolão ou casos relacionados ao Banco Master.

O goiano explicou que, inicialmente, preferiu não criticar o senador para permitir que ele apresentasse sua defesa. Segundo Caiado, o diálogo deve ocorrer após a apresentação de provas que comprovem a veracidade das informações.

Ao falar sobre sua gestão em Goiás, o candidato exaltou os resultados obtidos no combate à criminalidade no estado. Ele afirmou que pretende replicar o rigor de suas ações em nível nacional, focando no controle do crime organizado.

A declaração ocorre em um momento de intensificação das discussões sobre a reforma econômica e o controle de gastos públicos. Caiado reforçou que sua plataforma de governo prioriza a ordem e o fortalecimento das instituições do Executivo.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.