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Campanha de Flávio Bolsonaro prepara PECs e projetos de lei para corte de gastos, diz Daniella Marques

Ex-presidente da Caixa afirma que minutas de projetos de lei e emendas constitucionais serão discutidas após a eleição.

Por Redação Diário Local

A campanha do candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), está elaborando minutas de projetos que visam o corte de gastos públicos, afirmou a ex-presidente da Caixa, Daniella Marques, nesta quinta-feira (6). Segundo ela, os textos serão apresentados para discussão com o Congresso Nacional ainda durante o período de transição, caso o candidato seja eleito.

A estratégia consiste em preparar medidas legislativas para o controle das contas públicas logo após o processo eleitoral. Daniella Marques explicou, durante entrevista realizada em São Paulo, que o plano prevê articulações diretas com o Poder Legislativo para garantir o ajuste fiscal.

Conforme detalhado pela ex-dirigente, o pacote de medidas utilizará diferentes instrumentos jurídicos. Parte das propostas exigirá a aprovação de emendas constitucionais, enquanto outras poderão ser implementadas por meio de projetos de lei comuns.

A ex-presidente da Caixa ressaltou a necessidade de acionar o colégio de líderes parlamentares para dar andamento às pautas. O objetivo seria cobrar o compromisso do Congresso com o equilíbrio das contas públicas e com a responsabilidade fiscal diante do novo governo.

Como funcionaria o planejamento de gastos?

O planejamento busca estruturar o cenário econômico antes mesmo da posse do próximo presidente. A ideia é ter os textos prontos para serem discutidos com os parlamentares assim que a transição de governo for estabelecida.

Essa organização visa separar as frentes de atuação: as mudanças mais profundas que tocam o texto da Constituição Federal e as medidas de gestão administrativa que dependem apenas de projetos de lei para colocar as contas em ordem.

Impacto da Selic e endividamento

O candidato Flávio Bolsonaro também apresentou um diagnóstico sobre o cenário econômico atual e a trajetória das dívidas do país. Ele afirmou que o Brasil registra um endividamento de R$ 8 bilhões por dia em razão da atual taxa Selic (juros básicos da economia).

O candidato defendeu a tese de que a implementação de um ajuste fiscal rigoroso é fundamental para o controle do cenário financeiro. Para ele, a contenção de gastos ajudaria diretamente na redução da taxa de juros praticada no Brasil.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.