Campanha de Romeu Zema vê proposta de chapa com Augusto Cury como tentativa de chamar atenção
Integrantes da equipe de Romeu Zema afirmam que não há possibilidade de o partido Novo abrir mão de candidatura própria para vaga de vice.
Por Redação Diário Local
Integrantes da campanha de Romeu Zema (Novo) avaliam que a proposta de formação de uma chapa feita pelo pré-candidato do Avante, Augusto Cury, foi uma tentativa de atrair atenção para a candidatura de Cury à Presidência da República. Para o grupo político de Zema, o movimento de Cury não altera os planos de eleição do ex-governador mineiro.
Membros do entorno de Zema afirmam que não existe qualquer possibilidade de o Partido Novo abrir mão de sua própria candidatura para ocupar a vaga de vice na chapa do Avante. A decisão interna do partido deve ser mantida independentemente do tempo de televisão que a legenda de Cury venha a ter durante o período eleitoral.
A equipe de campanha do ex-governador também esclareceu que em nenhum momento foi discutida a hipótese de Augusto Cury desistir de sua candidatura para atuar como vice na chapa de Zema. Segundo os aliados, o grupo vê como caminho natural para a disputa ao Planalto uma "chapa pura", composta apenas por membros do próprio grupo político.
A estratégia de Zema foca na busca por um nome que pertença ao Novo para compor a vice-presidência. O principal objetivo da equipe é encontrar um integrante que ajude a unificar o partido em torno da liderança do ex-governador de Minas Gerais.
Para ocupar o posto de vice, a campanha busca um nome que demonstre disposição para abrir mão de uma eventual candidatura ao Legislativo em favor da chapa presidencial. Essa movimentação visa consolidar o apoio interno e a coesão da legenda durante o pleito.
Além de descartar a união com o Avante, integrantes da equipe de Zema também rechaçaram outras opções de alianças para a chapa. Entre os nomes ventilados, a campanha descartou a realização de qualquer acordo para ter Joaquim Barbosa como vice-presidente.
O cenário de disputa reflete o posicionamento de cada grupo frente às atuais intenções de voto registradas em levantamentos recentes. Os números mostram a distância entre as candidaturas pretendidas pelos dois políticos.
Em pesquisa da AtlasIntel divulgada nesta quarta-feira (29), o ex-governador de Minas Gerais aparece com 2,8% das intenções de voto para a Presidência. No mesmo levantamento, o pré-candidato do Avante, Augusto Cury, registrou 1,6% das preferências dos eleitores.
A campanha de Zema mantém o foco na construção de uma estrutura partidária própria para enfrentar as próximas etapas eleitorais. A prioridade recai sobre o fortalecimento do Novo e a manutenção da autonomia política do ex-governador.
As movimentações de Augusto Cury, ao propor a chapa, são interpretadas pelo grupo de Zema apenas como uma manobra política de visibilidade. A equipe do ex-governador mineiro reforça que as diretrizes para a composição da chapa seguem sendo de caráter exclusivo do Partido Novo.
A busca por um vice que ajude na unificação partidária deve ser o próximo passo estrutural para a equipe de Zema. O monitoramento das pesquisas e do tempo de televisão das outras legendas devem nortear as decisões de curto prazo.
Até o momento, a estratégia de Zema permanece voltada para a consolidação de uma base que respete a identidade de seu partido. A equipe descarta parcerias que exijam concessões de autonomia partidária em troca de tempo de propaganda.
O desempenho nas pesquisas de opinião serve como termômetro para os ajustes de rota que a campanha pretende realizar. O grupo acredita que o crescimento de Zema deve ocorrer de forma constante até a reta final da eleição.
Com o avanço das definições das candidaturas presidenciais, as movimentações de partidos como o Avante e o Novo devem intensificar os debates sobre composições de chapas e alianças regionais.
