Candidatos do União Brasil pedem rejeição da candidatura de Waguinho ao Senado
Márcio Canella e Antônio Rueda protocolaram seis ações de impugnação contra o registro de Wagner Carneiro
Por Redação Diário Local
Os candidatos Márcio Canella e Antônio Rueda, do União Brasil, protocolaram na noite desta terça-feira (18) seis ações de impugnação contra o registro de candidatura de Wagner Carneiro, o Waguinho, ao Senado pelo Republicanos.
Com três petições cada um, os candidatos buscam o indeferimento definitivo da candidatura de Waguinho. O movimento se soma a uma ação impetrada pela procuradora eleitoral substituta Maria Helena C. N. de Paula, que também baseia o pedido na rejeição das contas de governo do ex-prefeito de Belford Roxo, ocorrida em 2024 na Câmara de Vereadores.
As ações de Canella e Rueda também pedem tutela de urgência. O objetivo é proibir que o candidato utilize recursos do Fundo Especial de Financiamento de Campanha e do Fundo Partidário até que o tribunal conclua o julgamento.
Quais são as irregularidades apontadas contra Waguinho?
Segundo processos analisados pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ) e citados nas ações, as falhas envolvem o descumprimento de obrigações com o regime próprio de Previdência Social. Em 2021, o município deixou de recolher cinco de seis parcelas de um acordo judicial, gerando um débito de cerca R$ 3,7 milhões.
Em 2022, a inadimplência com a previdência resultou em um passivo acumulado superior a R$ 23,5 milhões até novembro de 2023. As ações também apontam descumprimento da Lei de Responsabilidade Fiscal, com o limite de despesa com pessoal atingindo 54% da receita corrente líquida, além de falhas na transparência e uso de recursos do Fundeb.
Contestações contra Canella e Rueda
O cenário de disputas também atinge os autores das ações. Márcio Canella teve o registro contestado por dois candidatos à Assembleia Legislativa. Uma das ações, apresentada por Thiago Virgilio (Republicanos), menciona supostas ligações políticas com grupos criminosos na Baixada Fluminense. Outra ação, de Danielzinho (Agir), solicita que a Justiça Eleitoral consulte o Supremo Tribunal Federal (STF), a Procuradoria-Geral da República (PGR) e a Polícia Federal sobre a situação jurídica do candidato.
Antônio Rueda, presidente nacional do União Brasil, também é alvo de ações movidas por Waguinho e Anthony Garotinho. Os questionamentos baseiam-se na proibição constitucional de interferência de grupos criminosos em eleições e na regularidade da transferência de seu domicílio eleitoral para o Rio de Janeiro.
