Cinara Wagner Fredo é cotada para ser a primeira mulher ministra da Defesa no governo Lula
Atual secretária-geral do Ministério da Defesa foi indicada pelo titular da pasta para ocupar o cargo em caso de mudança.
Por Redação Diário Local
A secretária-geral do Ministério da Defesa, Cinara Wagner Fredo, é um dos nomes avaliados pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para assumir o comando da pasta. A possível indicação partiu do atual ministro, José Múcio Monteiro, que comunicou ao presidente a impossibilidade de permanecer no cargo.
Se confirmada para a função, Cinara Wagner Fredo se tornará a primeira mulher a comandar o Ministério da Defesa no Brasil. O presidente ainda não oficializou a escolha e mantém uma fase de consultas para definir a composição de seu quarto mandato.
A indicação de Cinara ocorre em um momento de transição na pasta, após José Múcio manifestar o desejo de deixar o posto. Aliados do governo defendem que a nomeação de uma mulher de perfil civil para liderar as Forças Armadas teria relevância política no cenário atual.
A atual secretária-geral possui trajetória no serviço público federal desde 2016. Em seu histórico, constam passagens por órgãos como a Secretaria de Governo Digital, o Ministério da Cidadania, a Secretaria Especial de Previdência e Trabalho e o Ministério da Previdência Social.
No campo acadêmico e técnico, Cinara é formada em Direito e possui mestrado em Administração Pública pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). Ela também detém especialização em Política, Estratégia e Altos Estudos em Defesa pela Escola Superior de Guerra (ESG).
Para decidir sobre o sucessor de José Múcio, Lula tem buscado ouvir diferentes opiniões dentro de seu círculo de confiança. Entre os assessores consultados estão o senador Camilo Santana e o governador do Piauí, Rafael Fonteles.
A ocupação do Ministério da Defesa é historicamente marcada por nomes de peso na política e nas Forças Armadas. Entre os ministros que ocuparam a pasta em gestões recentes estão figuras como Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira, Walter Braga Netto, Raul Jungmann e Jaques Wagner.
A decisão final sobre o nome que assumirá o comando das Forças Armadas depende agora do encerramento do ciclo de conversas do presidente com seus aliados e assessores estratégicos.
