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PL deve apoiar reeleição de Hugo Motta na Câmara e indicará aliado para o Senado

Partido pretende garantir espaço em comissões na Câmara e disputará o comando do Senado com Rogério Marinho.

Por Redação Diário Local

O Partido Liberal (PL) deve apoiar a reeleição de Hugo Motta (Republicanos-PB) para a presidência da Câmara dos Deputados. A estratégia da legenda visa garantir a participação na distribuição de cargos e na divisão de comissões legislativas, evitando o isolamento político do partido.

Para definir a posição oficial, o PL convocou uma reunião com seus integrantes para a próxima terça-feira (3), às 18h. Antes de caminhar para o acordo, a legenda chegou a avaliar candidaturas próprias, como as de Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) e Altineu Côrtes (PL-RJ), mas a ideia perdeu força devido à vantagem de Motta na disputa.

Por que o apoio à Câmara é importante?

A decisão do PL passa pela mecânica de distribuição das presidências das comissões na Câmara. A ordem de escolha segue a proporcionalidade dos blocos formados na posse. Partidos que não integram blocos grandes tendem a escolher por último, perdendo as comissões mais disputadas.

Um dos cargos mais visados é a presidência da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), que analisa a constitucionalidade de todas as propostas. Caso o PL fique de fora do bloco de apoio ao presidente da Câmara, o partido corre o risco de não conseguir ocupar essa posição.

Na Câmara, o PL consolidou sua força com 121 deputados eleitos, um aumento de 22 cadeiras em relação à legislatura anterior. O PT aparece com 70 deputados, enquanto a federação PT, PC do B e PV soma 88 parlamentares.

Disputa no Senado e impeachment de ministros

No Senado, o cenário é de confronto. A oposição deve lançar candidatura para a presidência da Casa, com o senador Flávio Bolsonaro já indicando Rogério Marinho (PL-RN) para a disputa. O objetivo é enfrentar o atual presidente, Davi Alcolumbre, que busca a reeleição.

A resistência da oposição ao comando atual passa pela gestão de pedidos de impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Atualmente, diversos pedidos, inclusive contra o ministro Alexandre de Moraes, aguardam decisão do presidente do Senado sobre o arquivamento ou pauta.

O senador Marinho tem criticado o que classifica como poder desmedido da atual presidência e afirma que o novo Senado não será omisso diante de possíveis crimes de responsabilidade de magistrados. A oposição também estuda alterar o regimento para que pedidos de impeachment avancem automaticamente ao reunir 49 assinaturas.

A nova composição do Senado e o possível comando aliado ao PL podem dificultar as indicações de ministros para o Judiciário feitas pelo governo federal, uma vez que o controle da pauta e das sabatinas influencia diretamente o ritmo das nomeações.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.