Damares Alves descarta ser vice de Leonardo Avalanche na disputa presidencial de 2026
Senadora afirmou que não tem interesse em retornar ao Poder Executivo após Leonardo Avalanche cogitar seu nome para a chapa.
Por Davy Albuquerque
A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) descartou a possibilidade de compor uma chapa para a disputa presidencial de 2026 como candidata a vice-presidente. A declaração ocorre após o presidente do PRTB, Leonardo Avalanche, sinalizar que avalia incluir o nome da parlamentar em sua candidatura ao Palácio do Planalto.
A movimentação de Avalanche foi divulgada nesta terça-feira (21) por meio de textos publicados no site do PRTB e compartilhados em listas de transmissão no WhatsApp. Na publicação, o presidente da legenda afirma que a articulação em torno de seu nome ganha força e estuda a união de forças estratégicas para o pleito.
Ao comentar a movimentação, Damares Alves afirmou que não possui interesse em retornar ao Poder Executivo. A senadora ressaltou as dificuldades enfrentadas na administração pública durante sua trajetória política.
"Quanto a mim, não tenho interesse algum em ir para o Executivo. Ser gestora não é fácil! Já passei por lá e não gostaria de voltar", declarou a parlamentar. Ela também comentou sobre a relação com Avalanche, destacando o histórico de atuação do político no partido.
Apesar de afastar o desejo de ocupar um cargo de gestão, a senadora mencionou que, no ambiente político, "pode acontecer de tudo". Ela também citou entraves jurídicos que, em sua visão, dificultaram a construção de propostas para o país por parte de Avalanche.
O que diz o PRTB sobre a chapa?
De acordo com o texto divulgado pelo PRTB, a inclusão de Damares Alves na chapa de Leonardo Avalanche teria o objetivo de unir forças estratégicas para a eleição de 2026. A estratégia busca fortalecer a candidatura do pré-candidato à Presidência da República.
Damares Alves possui histórico no Poder Executivo federal. Ela atuou como ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro, entre os anos de 2019 e 2022.
Após deixar o ministério, a senadora foi eleita para o Senado Federal pelo Distrito Federal. O mandato da parlamentar tem vigência até 2030.
