Candidatos criticam STF e ausência de Lula e Flávio Bolsonaro em debate presidencial
Presidenciáveis Romeu Zema, Ronaldo Caiado e Augusto Cury questionam falta de Lula e Flávio Bolsonaro em encontro em São Paulo
Por Redação Diário Local
O debate presidencial realizado nesta segunda-feira (21), sediado pelo podcast Flow em São Paulo, foi marcado pelas ausências do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do senador Flávio Bolsonaro (PL). Os candidatos Romeu Zema (Novo), Ronaldo Caiado (PSD) e Augusto Cury (Avante) concentraram suas falas em críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF) e ao não comparecimento dos dois principais nomes das pesquisas.
Durante o encontro, o senador Ronaldo Caiado estabeleceu um paralelo entre os ministros da Suprema Corte e os ausentes. O candidato afirmou que Lula e Flávio Bolsonaro estariam evitando o debate por receio de investigações em curso, declarando que ambos "estão vivendo a mesma situação".
Indicações para o Supremo e críticas ao governo
Caiado também abordou o tema das futuras indicações para o tribunal. O ex-governador de Goiás afirmou que planeja indicar mulheres para as quatro vagas do STF que teria a oportunidade de preencher caso seja eleito presidente do Brasil.
O candidato Romeu Zema direcionou críticas ao ministro Flávio Dino e afirmou que o cenário atual enfrentado pelo STF é um reflexo de ações do presidente Lula. Zema manifestou preocupação com o risco de uma nova vitória do petista resultar na indicação de nomes alinhados ao governo para a Corte.
"Será que o Brasil dá conta disso?", questionou Zema ao comentar a possibilidade de novas indicações ao Supremo.
Propostas econômicas e ataques aos ausentes
O candidato Augusto Cury chamou Flávio Bolsonaro e Lula de "covardes" por não comparecerem ao debate, especialmente diante da crise que envolve a Suprema Corte. Na parte de propostas, Cury defendeu medidas para reduzir impostos voltadas aos pequenos empreendedores.
Cury sugeriu uma reestruturação do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). A proposta é dividir a instituição em duas frentes: uma voltada para grandes empresas e outra para microempresas.
Segundo o candidato, o objetivo da medida é garantir que os pequenos empreendedores tenham uma carga tributária menor, evitando que sejam "asfixiados" em seus negócios.
