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Transição

Douglas Ruas define equipe de transição e projeta redução de secretarias no Rio

Governador eleito planeja reduzir o número de secretarias de 30 para 21 e já oficializa os primeiros nomes do grupo.

Por Redação Diário Local

O governador eleito do Rio, Douglas Ruas (PL), oficializou nesta segunda-feira (19) os primeiros integrantes da equipe de transição que desenhará a estrutura da futura administração estadual. O plano de governo prevê a redução do número de secretarias de 30 para pelo menos 21, com a unificação de pastas e reorganização de áreas.

A composição, publicada no Diário Oficial do Poder Executivo, é coordenada por Maria Gabriela Bessa, atual secretária estadual das Cidades. O grupo conta também com Bruno Bonetti, presidente municipal do PL; Fábio Araújo, aliado de Ruas; e Anderson Monteze, assessor da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj).

A vice-governadora eleita, Fernanda Louback, também integra o time e foi indicada para comandar a Secretaria de Estado de Inclusão e da Mulher.

Como deve funcionar a nova estrutura?

A gestão de Douglas Ruas deve focar no enxugamento da máquina pública. Entre os nomes cotados para o primeiro escalão estão Maria Gabriela Bessa, apontada para a Casa Civil, e Anderson Monteze, com possibilidade de assumir a área de planejamento.

Bruno Bonetti, que é presidente municipal do PL, também aparece como nome para a Secretaria de Governo (Segov), podendo concentrar a articulação política e a representação do Estado em Brasília. Já Fábio Araújo deve seguir na equipe como assessor de gabinete.

Outras movimentações em estudo incluem a criação de uma superpasta de Infraestrutura, que poderia reunir a Secretaria de Estado de Infraestrutura e Obras Públicas (Seiop), a Secretaria das Cidades e o Departamento de Estradas de Rodagem (DER).

Mudanças na Segurança Pública

A área de Segurança Pública também passará por mudanças no modelo de comando. Ruas estuda devolver à Secretaria de Segurança o papel de coordenação estratégica das polícias Civil e Militar.

A proposta prevê que as duas corporações deixem de ter o status de secretarias próprias, ficando subordinadas ao secretário de Segurança. A medida visa integrar as ações das forças policiais em uma única estrutura de planejamento.

A ideia enfrenta resistência interna no PL, já que integrantes das polícias temem a perda de autonomia política e administrativa. O governador eleito afirmou que decidirá o formato após o resultado do segundo turno.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.