Diário Local

Eduardo Bolsonaro, condenado a mais de 4 anos de prisão, vai a jogo do Brasil na Copa e provoca nas redes

O ex-deputado inelegível, que mora nos EUA desde fevereiro de 2025, foi ao Hard Rock Stadium e fez provocações políticas enquanto o Brasil vencia

Por Diário Local

Eduardo Bolsonaro, condenado a mais de quatro anos de prisão e declarado inelegível, esteve nesta quarta-feira (24) no Hard Rock Stadium, em Miami, durante a partida em que o Brasil venceu a Escócia por 3 a 0, pela Copa do Mundo. O ex-deputado vive nos Estados Unidos desde fevereiro de 2025 e, desde então, não voltou ao Brasil.

Em publicações nas redes sociais, Eduardo mostrou o interior do estádio e cumprimentou torcedores. Na legenda de uma foto, escreveu: "Filho do Bolsonaro está aqui, na maior democracia do mundo. Cadê o filho do Lula?". Ele vestia uma camiseta amarela com os dizeres "Bolsonaro livre".

No dia 16, o ex-deputado foi condenado a 4 anos e 2 meses de prisão em regime semiaberto por tentativa de interferência no processo em que seu pai, Jair Bolsonaro, foi condenado por golpe de Estado. Com a decisão, Eduardo perdeu o mandato na Câmara dos Deputados e ficou impedido de disputar qualquer cargo eletivo.

Após a condenação, Eduardo divulgou nota em que classificou o julgamento como "sem pé nem cabeça" e afirmou que o objetivo da decisão seria retirá-lo das eleições.

Juristas avaliaram que o ex-deputado ainda pode recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF) por meio de embargos de declaração, mas que esse recurso dificilmente alteraria a decisão do tribunal.

Antes de ser condenado, Eduardo era pré-candidato a suplente de senador por São Paulo, na chapa encabeçada pelo governador Tarcísio de Freitas (Republicanos). Com a inelegibilidade, a tendência é que seja substituído.

Desentendimento entre aliados do PL

Também nesta quarta-feira, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro publicou vídeos nas redes sociais relatando uma divergência com o senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência pelo PL. A discordância envolveu uma possível aliança com a chapa de Ciro Gomes (PSDB) na disputa pelo governo do Ceará — acordo ao qual Michelle é contrária. Ela disse apoiar a candidatura de Eduardo Girão (Novo).

Nos vídeos, Michelle afirmou ter sido tratada com rispidez em conversa telefônica com Flávio. Segundo ela, o senador sugeriu que seria melhor que ela ficasse fora das decisões do partido. "Entendi que ele não queria o meu apoio ou que este era insignificante. E então eu me recolhi", declarou. Michelle afirmou que os dois não se falam desde então.

Flávio abriu uma transmissão ao vivo no mesmo dia sem citar Michelle diretamente e disse que nada o aborreceria em dia de jogo da Seleção. Horas depois, publicou pedido de desculpas. "Em nenhum momento ofendi ou tive a intenção de ofender a Michelle. Se o fiz em algum momento, mais uma vez, peço desculpas", escreveu.

Revisado por Davy Albuquerque, editor responsável.