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Política

Eduardo Cunha rebate Mateus Simões após ser chamado de 'cadáver' em convenção mineira

O ex-deputado federal Eduardo Cunha reagiu às declarações do governador Mateus Simões, ocorrida durante convenção do PSD neste domingo (2).

Por Redação Diário Local

O ex-deputado federal Eduardo Cunha (Republicanos) rebateu ataques feitos pelo governador de Minas Gerais, Mateus Simões (PSD), durante a convenção estadual do PSD realizada neste domingo (2). A troca de ofensas ocorreu após Simões referir-se a Cunha como um "cadáver" durante o evento.

O governador, que foi oficializado candidato à reeleição, afirmou que a polarização política tem atrasado a definição das chapas para as eleições de 2026. Segundo Simões, o cenário atual abriu espaço para que "oportunistas" tentassem ressuscitar figuras políticas, citando nominalmente o ex-parlamentar.

Em publicação nas redes sociais, Eduardo Cunha classificou a fala do governador como uma agressão "de forma baixa" e sem motivo. O ex-deputado questionou a legitimidade de Simões ao afirmar que o atual gestor assumiu o governo sem ter recebido votos, sugerindo que o ataque reflete um possível "desespero do seu isolamento político".

Cunha também negou qualquer participação nas articulações do Republicanos para as disputas eleitorais em Minas Gerais e no Brasil. Ele declarou que as decisões sobre candidaturas majoritárias são restritas à cúpula do partido, da qual informou não fazer parte.

Na resposta, o ex-deputado atacou a popularidade do governador e previu um desempenho ruim nas próximas eleições. Segundo Cunha, Simões é um "forte candidato a ser o quinto lugar da eleição" e não contaria com o apoio de parlamentares de sua própria base nas bases eleitorais.

O embate ocorre em meio ao movimento de Eduardo Cunha para disputar uma vaga de deputado estadual em Minas Gerais. O ex-parlamentar reforçou que o fato de possuir vínculos com políticos de outras legendas não implica envolvimento em articulações partidárias atuais.

Simões, por sua vez, havia questionado o motivo de um ex-parlamentar cassado do Rio de Janeiro buscar espaço político no estado mineiro. O governador utilizou o termo para criticar o que chamou de tentativas de aproveitamento do cenário político atual.

Eduardo Cunha é alvo de investigação da Polícia Federal por suspeita de indicar o destino de R$ 6,1 milhões em emendas parlamentares sem ocupar cargo eletivo. O ex-deputado segue vinculado ao Republicanos e buscou apoio da legenda para a disputa estadual.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.