Eduardo Paes critica Douglas Ruas após decisão que torna ex-secretário de Cláudio Castro réu
Durante evento em Jacarepaguá, Eduardo Paes comentou denúncia do MPF e relação entre Cláudio Castro e Daniel Vorcaro.
Por Redação Diário Local
O ex-prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD), utilizou uma decisão do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2) para criticar o grupo político de seu adversário, Douglas Ruas (PL), durante evento realizado neste sábado (12). Paes rebateu a candidatura de Ruas mencionando o processo que tornou réus o ex-deputado TH Joias e o ex-secretário Alessandro Pitombeira Carracena.
O evento ocorreu pela manhã no bairro de Jacarepaguá, na capital, durante a campanha da deputada federal Laura Carneiro (PSD-RJ), no Espaço Hall. Na ocasião, o ex-prefeito atacou a ligação entre os réus e o grupo político de Ruas, citando também investigações envolvendo o ex-governador Cláudio Castro (PL-RJ).
Segundo denúncia do Ministério Público Federal (MPF), a organização criminosa mantinha integrantes em cargos públicos para atuar na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) e em secretarias estaduais. O objetivo era obter informações de operações policiais e facilitar negócios ilegais.
Entre as acusações apresentadas pelo MPF estão a intermediação da venda de drogas e a negociação de munições de uso restrito. O grupo também é suspeito de importar clandestinamente bloqueadores de sinal de drones, equipamentos proibidos para pessoas físicas e empresas.
Paes mencionou especificamente a atuação de Carracena, que ocupava o cargo de secretário de Defesa do Consumidor no governo Cláudio Castro. De acordo com o político, o ex-secretário utilizava sua posição no primeiro escalão para avisar sobre operações que ocorreriam.
O ex-prefeito afirmou ainda que o grupo de Ruas estaria vinculado a Rodrigo Bacellar, que foi preso. "O candidato a governador deles não era o Douglas Ruas [...] Era o Rodrigo Bacellar, que foi preso", declarou Paes durante o discurso no Espaço Hall.
Investigação sobre Cláudio Castro e Daniel Vorcaro
Durante o evento, Paes também comentou a relação de proximidade entre o ex-governador Cláudio Castro e o banqueiro Daniel Vorcaro. O tema voltou à tona após o Supremo Tribunal Federal (STF) determinar a quebra de sigilo das investigações do caso Master.
A Polícia Federal apura se a proximidade entre os dois facilitou aportes de recursos do Rioprevidência no Master. Segundo os investigadores, a relação é marcada por trocas de mensagens, encontros em residências e jantares em Nova York.
Paes classificou a situação como uma tentativa de retomar o comando do estado por meio de figuras ligadas a esquemas de corrupção. Ele afirmou que trabalhará para "limpar este estado" de pessoas que prejudicaram o Rio de Janeiro.
Caso Anthony Garotinho
O ex-prefeito também se pronunciou sobre a decisão do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RJ) que barrou a candidatura de Anthony Garotinho, seu adversário político. Paes reforçou sua posição de que o ex-governador não deve disputar o pleito.
Segundo Paes, Garotinho está com os direitos políticos cassados devido a uma condenação por desvios de R$ 2 bilhões da saúde estadual. Os crimes teriam ocorrido durante o governo da esposa do político.
O ex-prefeito criticou o que chamou de impunidade no país, reiterando que a condenação de Garotinho é um fato jurídico estabelecido. Ele afirmou que manteria o posicionamento de que o adversário não possui condições de candidatura.
As declarações de Paes ocorreram logo após o encerramento da atividade de campanha de Laura Carneiro. O ex-prefeito respondeu a jornalistas na saída do evento, detalhando os pontos de sua crítica política.
O cenário político no Rio de Janeiro segue marcado pelas disputas de bastidores entre as chapas que pleiteiam o governo do estado. As decisões do TRF2 e do STF seguem sendo pontos centrais de debate entre os candidatos.
