Eleições 2026 têm 406 candidatos que se declaram LGBTQIA+, segundo o TSE
Pela primeira vez, a Justiça Eleitoral coleta dados de orientação sexual no registro de candidaturas; 406 pessoas se declararam LGBTQIA+.
Por Redação Diário Local
As eleições de 2026 contam com 406 candidatos que se autodeclararam LGBTQIA+, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) extraídos nesta terça-feira (18). O número representa 2% do total de 20.575 concorrentes registrados para o pleito.
Esta é a primeira vez em eleições gerais que a Justiça Eleitoral solicita a informação sobre orientação sexual no registro das candidaturas. Dos inscritos, 11.334 declararam a orientação, enquanto 9.241 (45%) não forneceram o dado. Entre os que informaram, 10.928 (96,4%) se identificaram como heterossexuais.
Onde se concentram as candidaturas?
O cruzamento das informações com os partidos mostra que as candidaturas LGBTQIA+ possuem maior concentração em siglas de esquerda. O PT e o PSOL apresentam os maiores números absolutos no levantamento.
Considerando apenas candidatos que se declararam gays ou lésbicas, o PT reúne 40 candidaturas (21 gays e 19 lésbicas), seguido pelo PSOL com 39 (32 gays e sete lésbicas). Outras siglas como PDT (23) e PSB (21) também registram presença.
No grupo dos bissexuais, o PSOL lidera com 51 candidatos (34%), seguido pelo PT com 27 (18%) e UP com 20 (13,33%). Partidos de centro e direita como MDB, Avante e PSD também possuem registros, embora em menor escala.
Quais cargos são mais disputados?
A distribuição por cargo indica que as candidaturas de pessoas gays ou bissexuais estão concentradas majoritariamente nas disputas para deputado estadual e federal.
Entre os 150 candidatos bissexuais, 73 concorrem a deputado estadual (48,67%) e 59 disputam vaga na Câmara dos Deputados (39,33%). No grupo dos 134 candidatos gays, mais da metade (77) concorre para deputado estadual, enquanto 47 disputam vaga de deputado federal.
O registro de candidaturas foi encerrado no último sábado (15). A Justiça Eleitoral deve julgar os pedidos até 14 de setembro, conforme o calendário eleitoral, embora disputas judiciais possam se estender após esse prazo.
