Flávio Bolsonaro planeja comícios em Copacabana e Juiz de Fora para início de campanha
Candidato à Presidência pretende focar em estados estratégicos, como Rio de Janeiro e Minas Gerais, no início dos comícios
Por Redação Diário Local
O candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), deve iniciar sua agenda de comícios em cidades consideradas simbólicas para o eleitorado bolsonarista. O pontapé inicial da campanha está previsto para o próximo domingo (16), em Copacabana, no Rio de Janeiro.
Na segunda-feira (17), o cronograma prevê uma passagem por Juiz de Fora (MG). A cidade mineira possui relevância histórica para o grupo, pois foi o local do atentado sofrido por seu pai, Jair Bolsonaro, em 2018. Além do simbolismo, Minas Gerais é uma prioridade estratégica para o PL, já que o estado representa mais de 10% do eleitorado nacional.
A estratégia de viagens também inclui Maceió (AL), cidade de origem do vice de Flávio, o deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL). O município alagoano é visto como um enclave conservador na região Nordeste, por ter sido a única capital da região a votar em Bolsonaro em 2022.
Outros destinos planejados pela campanha são a Festa do Peão de Barretos e encontros com lideranças evangélicas e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), cujas datas ainda não foram confirmadas.
O que acontece antes do início oficial da campanha?
Até o começo oficial dos comícios, Flávio Bolsonaro manterá a agenda concentrada em Brasília e em São Paulo. Entre quinta-feira (13) e sexta-feira (14) desta semana, ele deve realizar uma transmissão ao vivo pelas redes sociais para divulgar seu programa de governo.
A apresentação do plano de governo ocorrerá simultaneamente ao registro da chapa formada por Flávio e Alfredo Gaspar na Justiça Eleitoral. Nesta terça-feira (11), o senador recebeu candidatos do PL ao Senado para atividades de integração, alinhamento de discurso e gravação de vídeos de propaganda eleitoral.
Discursos e pautas políticas
Durante coletiva de imprensa realizada nesta terça-feira (11), Flávio Bolsonaro afirmou que o impeachment do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, será uma cobrança feita pelos eleitores aos candidatos ao Senado. O senador declarou que o tema será cobrado, embora tenha evitado defender pessoalmente a pauta.
Questionado sobre o 'caso Master' e sua relação com o banqueiro Daniel Vorcaro, o senador afirmou que não deve explicações sobre o assunto. Ele também criticou a atuação de Alexandre de Moraes, classificando o ministro como um 'articulador' do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
A crítica de Flávio Bolsonaro refere-se a um jantar realizado na residência de Moraes entre o presidente da República e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). Segundo o senador, o encontro evidencia o papel do ministro na articulação política do atual governo.
