Flávio Bolsonaro propõe fundo de R$ 3 trilhões para reduzir dívidas e defende entrada no Escudo das Américas
Senador apresentou proposta chamada SOS Brasil que prevê uso de royalties e imóveis da União para quitar débitos e reduzir a Selic
Por Redação Diário Local
O senador Flávio Bolsonaro (PL) apresentou, nesta quarta-feira (23), uma proposta para reduzir o endividamento do país por meio de um novo programa chamado SOS Brasil. A iniciativa prevê a criação de um fundo estimado em R$ 3 trilhões, utilizando novas receitas para o pagamento da dívida pública.
Segundo o senador, a composição do montante ocorreria através de diversas frentes, como a gestão de royalties do petróleo e a administração de imóveis da União. Ele também sugeriu a venda de dívidas do governo para a iniciativa privada, modelo no qual empresas compram os títulos por um valor reduzido e recebem a quantia integral posteriormente.
Flávio Bolsonaro defendeu que o uso de parte desses R$ 3 trilhões para abater a dívida do governo federal poderia impactar diretamente na economia. Na visão do parlamentar, o pagamento desses débitos tem o potencial de acarretar uma diminuição na taxa Selic, a taxa básica de juros do país.
O senador afirmou ainda que pretende conduzir um governo com foco em gestão moderna e responsabilidade fiscal. O plano de governo proposto inclui a implementação de um modelo de administração enxuto, baseado no corte de despesas públicas.
Durante a transmissão, o parlamentar também abordou a geopolítica brasileira e criticou o posicionamento do atual governo em relação a Donald Trump. Flávio Bolsonaro defendeu que o Brasil integre o Escudo das Américas, coalizão criada pela administração americana.
Aliança contra o crime organizado
O Escudo das Américas é um grupo formado por governos alinhados ao governo dos Estados Unidos na América Latina, incluindo países como Argentina, Bolívia e Peru. O objetivo central da coalizão é o combate a grupos classificados como narcoterroristas.
Recentemente, o grupo anunciou sanções conjuntas contra facções criminosas, como o PCC e o Comando Vermelho (CV). O senador afirmou que, caso seja eleito, o Brasil passará a fazer parte do bloco a partir do ano que vem para unir esforços no combate ao crime organizado.
A declaração ocorre após o presidente Lula realizar um discurso na Assembleia das Nações Unidas (ONU), onde afirmou que o Brasil "não cabe no quintal de ninguém". Flávio Bolsonaro utilizou o episódio para criticar a postura do atual presidente em relação à relação com os Estados Unidos.
