Campanha de Flávio Bolsonaro recebe R$ 46,15 milhões em repasses do PL para a presidência
Montante do partido é quase oito vezes maior que a soma das arrecadações de outros 12 presidenciáveis por fontes externas
Por Redação Diário Local
A campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para a Presidência da República recebeu R$ 46,15 milhões em repasses da Direção Nacional do PL até o momento. O montante de recursos partidários é quase oito vezes superior aos R$ 5,83 milhões arrecadados, de forma conjunta, pelos outros 12 presidenciáveis por fontes que não são de seus próprios partidos.
Os dados constam no DivulgaCand, sistema do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O levantamento aponta que os repasses da legenda representam 96,41% de todo o montante arrecadado pela campanha do senador até agora. Na prática, a cada R$ 100 recebidos pelo candidato, pouco mais de R$ 96 vieram diretamente do PL.
A metodologia utilizada para a comparação separa os recursos de partido político de todas as demais origens de receita. No grupo das demais fontes, estão incluídas doações de pessoas físicas, financiamento coletivo, recursos próprios dos candidatos e transferências de outras candidaturas.
Entre os concorrentes de Flávio Bolsonaro, o candidato Ronaldo Caiado (PSD) é quem apresenta a maior captação sem depender de transferências partidárias. Ele registrou R$ 2,525 milhões em arrecadação, valor proveniente integralmente de doações de pessoas físicas.
O segundo colocado no ranking de arrecadação externa é Renan Santos (Missão), com R$ 1,314 milhão. O modelo de financiamento de Renan apresenta distinção entre os demais: R$ 1,22 milhão veio de financiamento coletivo e aproximadamente R$ 93,7 mil de pessoas físicas, sem registros de recursos de partido em sua campanha até o momento.
O candidato Lula (PT) soma R$ 831,2 mil em receitas declaradas fora da categoria partidária, resultado de doações de pessoas físicas e financiamento coletivo. O petista possui uma das maiores arrecadações totais, mas a maior parte do montante (R$ 40,15 milhões) é classificada como recurso partidário.
Outros nomes da disputa também registraram aportes fora das legendas. O veterinário Wilson Grassi (Democrata) declarou R$ 445,15 mil em recursos próprios, enquanto Augusto Cury (Avante) somou R$ 362,06 mil, sendo R$ 250 mil de recursos próprios e R$ 112 mil de pessoas físicas.
Romeu Zema (Novo) apresenta cerca de R$ 300 mil em receitas extras ao partido. Figuras com valores menores incluem Edmilson Costa (PCB), com R$ 19,96 mil, e Pablo Marçal (PRTB), com R$ 9,62 mil. Outros candidatos como Hertz Dias (PSTU) e Clariana Barão (DC) registraram valores abaixo de R$ 10 mil.
Os números detalhados no DivulgaCand são parciais e podem sofrer alterações até o fim do período eleitoral. O sistema é atualizado conforme os candidatos e os partidos encaminham as novas prestações de contas à Justiça Eleitoral.
