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Política

Escolha de vice de Flávio Bolsonaro enfrenta dificuldades com partidos do Centrão

Cenário para a chapa do senador se assemelha ao de Jair Bolsonaro em 2018, com impasses na formação de alianças políticas.

Por Redação Diário Local

A definição do nome que ocupará a vaga de vice na chapa do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) enfrenta dificuldades devido à dificuldade de costurar alianças com partidos do chamado Centrão. O impasse na formação da coalizão política apresenta semelhanças com o cenário vivido por Jair Bolsonaro durante a campanha de 2018.

Naquela ocasião, o ex-presidente chegou à convenção nacional do PSL sem um companheiro de chapa definido. O anúncio do general Hamilton Mourão ocorreu de última hora, após o descarte da advogada Janaina Paschoal como opção para o posto.

Em 2022, Jair Bolsonaro adotou uma estratégia diferente, optando por anunciar antecipadamente o general Walter Braga Netto. No cenário atual de Flávio Bolsonaro, o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, afirmou que não houve acordo prévio com a senadora Tereza Cristina, do PP, para a vaga de vice.

O contexto de 2018 e a queda de Janaina Paschoal

Durante a pré-campanha de 2018, Janaina Paschoal era o principal nome considerado para a vice-presidência. A advogada, conhecida por ter sido autora do processo de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), chegou a ser recebida com apoio de parte da militância em convenções partidárias, apesar de não ter o nome oficializado.

A situação mudou após a advogada defender a pluralidade de opiniões entre os apoiadores de Bolsonaro, alertando para o risco de o grupo se tornar um "PT ao contrário". O posicionamento desagradou aliados, que passaram a articular outros nomes, como o astronauta Marcos Pontes e o deputado federal Marcelo Álvaro.

O general Mourão, escolhido na época, foi anunciado durante a convenção do PSL em São Paulo, no dia 5 de agosto (2018). Durante a gestão de Bolsonaro, Mourão acumulou atritos com o então presidente e acabou preterido por Braga Netto na chapa de 2022.

O cenário de alianças para Flávio Bolsonaro

Atualmente, o União Brasil, que atua em federação com o PP, deve declarar neutralidade na disputa nacional. Integrantes do grupo político admitem que pode haver apoio de líderes locais apenas em estados onde candidatos bolsonaristas são favoritos ou competitivos, como em São Paulo, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

No Rio de Janeiro, base política do senador, há uma tendência de recuo na aliança entre o PL e a federação PP-União Brasil. Membros do grupo atribuem o distanciamento à proximidade de Flávio Bolsonaro com Daniel Vorcaro, protagonista de um caso de fraude financeira envolvendo o banco Master.

O presidente do PP, Ciro Nogueira, já teria manifestado descontentamento com a forma como o senador tratou o episódio envolvendo o caso Vorcaro. Já em relação ao Republicanos, aliados de Flávio avaliam que ainda há abertura para diálogos, que poderiam incluir a indicação do vice pelo próprio partido.

Apesar da abertura, o presidente do Republicanos, Marcos Pereira, demonstrou pessimismo. Entre as condições para um acordo nacional, o partido exige que o PL abra mão de candidaturas a governadores em estados como Mato Grosso e Roraima para garantir o apoio do Republicanos no nível federal.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.