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Supremo Tribunal Federal

Flávio Dino é sorteado relator de novo pedido de inquérito contra Lulinha no STF

Pedido da Polícia Federal apura suspeita de tráfico de influência envolvendo a empresa 3Structure IT e contratos com o governo federal.

Por Redação Diário Local

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), foi sorteado nesta segunda-feira (3) como relator de um novo pedido da Polícia Federal (PF) para a abertura de um terceiro inquérito contra o empresário Fábio Luis Lula da Silva, conhecido como Lulinha. A solicitação busca apurar uma suspeita de tráfico de influência.

De acordo com a representação encaminhada pelos investigadores, o empresário teria utilizado o nome do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para facilitar negócios e investimentos em favor da empresa 3Structure IT, que atua no setor de tecnologia. O pedido agora aguarda a análise de Dino para saber se a abertura das apurações será autorizada.

A empresa 3Structure IT mencionada no novo pedido mantém contratos com o governo federal que somam R$ 55,7 milhões. Um dos acordos mais relevantes foi firmado em novembro de 2022, com o Centro Integrado de Telemática do Exército, para o fornecimento de soluções de tecnologia da informação e comunicação.

O contrato original com o Exército tinha o valor de R$ 21,8 milhões. Em julho deste ano, o documento recebeu um aditivo de R$ 3,6 milhões para a ampliação da infraestrutura de armazenamento do Sistema de Telemática da instituição.

Este é o terceiro pedido de investigação enviado pela PF ao STF envolvendo o empresário. Os dois processos anteriores foram distribuídos ao ministro André Mendonça, que já autorizou o início das apurações nos casos anteriores.

O primeiro inquérito, autorizado por Mendonça na última quinta-feira (30), investiga a suposta atuação de Lulinha em negociações sobre a autorização para comercialização de cannabis medicinal em um contrato vinculado ao Ministério da Saúde. O caso apura se o empresário atuou em benefício de uma empresa ligada a Antonio Carlos Camilo Antunes, o "Careca do INSS".

Na mesma semana, o ministro também autorizou um segundo inquérito. Esta investigação foca na relação de Lulinha com um empresário do setor de tecnologia que é suspeito de buscar contratos junto à Empresa de Tecnologia e Informações da Previdência (Dataprev).

O esquema envolvendo o INSS e fraudes contra aposentados e pensionistas é alvo de investigações que resultaram na Operação Sem Desconto. O caso envolve suspeitas de que empresários buscaram obter contratos governamentais por meio de influência indevida.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.