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Política

Gaspar afirma que governo atuou para blindar filho de Lula em investigação do INSS

Candidato a vice-presidente afirma que governo usou emendas e pressão sobre parlamentares para proteger filho de Lula.

Por Redação Diário Local

O candidato a vice-presidente Alfredo Gaspar (PL-AL) afirmou que o governo federal atuou para impedir que indícios contra Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, fossem incluídos no relatório da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS. A declaração foi feita nesta quarta-feira (2).

Gaspar, que compõe a chapa encabeçada por Flávio Bolsonaro (PL-RJ), foi o relator da comissão responsável por investigar descontos indevidos em benefícios de aposentados e pensionistas. Segundo o deputado, o governo utilizou a liberação de emendas parlamentares e a pressão sobre congressistas para proteger o filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante a investigação.

O relator detalhou que houve uma articulação intensa para obstruir o trabalho da comissão. Durante a entrevista, Gaspar declarou que sentiu na pele a pressão exercida pelo governo para que o relatório não apresentasse os indícios contra o filho do presidente.

O relatório elaborado por Gaspar foi derrubado por aliados do governo no dia 28 de março (28). Na ocasião, o documento contou com 12 votos favoráveis e 19 votos contrários, o que impediu o prosseguimento da matéria.

A investigação da CPMI envolve nomes como Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, a lobista Roberta Luchsinger e Marco Aurélio Ribeiro, o Marcola, ex-chefe de gabinete da Presidência. O deputado também citou o envolvimento do ex-secretário-executivo do Ministério da Saúde, Swedenberger Barbosa.

Lulinha é alvo de três inquéritos no Supremo Tribunal Federal (STF). Um dos procedimentos da Polícia Federal (PF) apura ligações de Roberta Luchsinger com Marcola, Lulinha e com o Careca do INSS, que é apontado como operador de fraudes previdenciárias e encontra-se em prisão preventiva.

Em mensagens obtidas pela PF, a lobista teria mencionado que negou um cargo no governo federal para focar em negócios com o filho do presidente. O caso levantou suspeitas de tráfico de influência envolvendo o gabinete presidencial e ministérios, segundo a fala de Gaspar.

Questionado sobre o assunto durante sabatina na quinta-feira (27), o presidente Lula negou qualquer proximidade com a lobista. O presidente afirmou que não conhece a mulher, que ela nunca esteve próxima de sua gestão e que não possui contato com ela.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.