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Segurança

CCJ do Senado aprova PEC da Segurança Pública que amplia competência da União

Proposta permite criação de polícias municipais e prevê desmembramento da pasta para criar Ministério da Segurança Pública.

Por Redação Diário Local

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou, nesta quarta-feira (2), a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública. A votação ocorreu de forma simbólica e representa uma vitória para o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no colegiado.

Com a aprovação, o texto segue agora para o plenário do Senado. De acordo com o regimento da Casa, a proposta deverá passar por cinco sessões de discussão e dois turnos de votação antes de ser finalizada.

A PEC prevê a inclusão do Sistema Único de Segurança Pública (SUSP) na Constituição Federal. O texto amplia a competência da União em matéria de segurança pública, uma atribuição que, atualmente, é limitada aos estados.

A proposta também detalha o fortalecimento da Polícia Federal (PF) e da Polícia Rodoviária Federal (PRF) no combate a facções criminosas. Além disso, o projeto estabelece um tratamento mais rígido para o enfrentamento a líderes de organizações criminosas.

Repasse de recursos e polícias municipais

Um dos pontos centrais da medida é a alteração na distribuição de verbas para estados e municípios. Pelo texto, a União passa a ter a obrigação de distribuir 50% dos recursos de cada fundo de segurança para governos estaduais e prefeituras, independentemente da celebração de convênios.

A proposta também autoriza a criação de polícias municipais, com foco em atividades de policiamento ostensivo e comunitário. No entanto, o relator do texto, Rogério Carvalho (PT-SE), decidiu retirar um dispositivo que destinava 30% da arrecadação sobre apostas online (bets) ao Fundo Nacional de Segurança Pública e ao Fundo Penitenciário Nacional.

Segundo o relator, a exclusão do trecho sobre as apostas ocorre porque a medida beneficiaria as casas de apostas em detrimento de outras áreas que recebem o imposto. Por se tratar de uma emenda supressiva, a mudança não precisa ser referendada pela Câmara dos Deputados.

Possível criação de novo ministério

A aprovação da proposta pode viabilizar a criação de um Ministério da Segurança Pública, desmembrado da atual estrutura do Ministério da Justiça. O presidente Lula tem defendido a medida e afirmou que o debate sobre o orçamento da nova pasta será iniciado após a promulgação da emenda.

O tema da segurança pública é considerado central no cenário político atual. O governo tem vinculado sua atuação ao combate aos braços financeiros de organizações criminosas, como exemplificado em operações recentes contra o topo das hierarquias do crime.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.