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Trabalho

Relator da CCJ rejeita emendas que buscavam manter escala 6x1 em proposta de redução de jornada

Senador Omar Aziz descartou 36 emendas à PEC que reduz a jornada de 44 para 40 horas semanais sem redução salarial

Por Redação Diário Local

O relator da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que visa extinguir a jornada de trabalho 6x1, senador Omar Aziz (PSD-AM), rejeitou todas as 36 emendas apresentadas pela oposição na manhã desta quarta-feira (2). As alterações buscavam manter a possibilidade de escalas de seis dias de trabalho para um de descanso ou ampliar os prazos de transição da proposta.

A análise da PEC 221 de 2019 pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) começou nesta quarta-feira (2), quatro meses após o texto chegar ao Senado. A medida propõe o descanso remunerado de dois dias por semana, sem redução salarial, e a redução da jornada semanal de 44 para 40 horas.

Segundo o relator, as emendas da oposição descaracterizariam o objetivo central da proposta. Aziz argumentou que não poderia acatar sugestões que permitissem jornadas acima das 40 horas semanais, afirmando que o foco é garantir dois dias de descanso para o trabalhador conviver com a família.

Entre as sugestões descartadas estavam pedidos para aumentar o período de transição de 14 meses para até quatro anos. Também foram rejeitadas propostas para adiar a implementação da regra para uma lei complementar posterior ou prever compensações fiscais para as empresas.

O senador também rejeitou propostas de parlamentares que defendiam a negociação coletiva como forma de manter escalas diferenciadas ou o regime de pagamento por hora trabalhada. O líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN), havia apresentado emenda para viabilizar o pagamento por hora, alegando que uma mudança compulsória poderia gerar inflação e desemprego.

Outros senadores, como Izalci Lucas (PL-DF) e Oriovisto Guimarães (PSDB-PR), defenderam em suas emendas que a negociação coletiva entre patrões e empregados seria o instrumento mais adequado para ajustar a matéria à realidade de cada categoria.

Ao defender o texto, Aziz afirmou que o Brasil não sofrerá impactos negativos como ocorreu na redução da jornada de 48 para 44 horas em 1988. Ele destacou que o país busca se alinhar ao movimento internacional de convergência para o módulo de 40 horas, citando exemplos de Colômbia, Chile e México.

O que acontece agora?

A proposta já foi aprovada pela Câmara dos Deputados, onde obteve maioria com apenas 22 votos contrários de 513 parlamentares. Se aprovada na CCJ, a PEC poderá seguir para votação no plenário do Senado.

Lideranças do governo manifestaram o interesse de encerrar a análise da proposta ainda nesta quarta-feira (2). O relator reforçou que o Brasil segue um patamar superior ao padrão da Organização Internacional do Trabalho (OIT) há mais de três décadas.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.