Presidente do PT afirma que sistema político e judicial do Brasil apodreceu
Em vídeo sobre a campanha de Lula, presidente do PT defende código de ética para o Judiciário e fim de privilégios.
Por Redação Diário Local
O presidente nacional do PT, Edinho Silva, afirmou nesta quarta-feira (2) que o sistema político e judicial do Brasil "apodreceu". A declaração foi feita em vídeo publicado nas redes sociais, no qual o líder da sigla se manifestou em nome da campanha de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
O petista defendeu que a mudança no sistema é urgente para combater a corrupção e a perpetuação de privilégios. Segundo Edinho, ninguém deve estar acima da lei, o que inclui governantes, parlamentares e integrantes do Poder Judiciário.
Entre as propostas citadas pelo líder do partido está a necessidade de adotar um código de ética para o Poder Judiciário e para o Ministério Público. O objetivo seria barrar o que ele chamou de "promiscuidade entre interesses públicos e privados", além de encerrar o pagamento de supersalários.
Edinho Silva também apontou a importância de acabar com a distribuição de emendas parlamentares. Ele defendeu a adoção imediata de transparência total e o controle rigoroso dos gastos públicos em todos os níveis da administração.
Crise no Supremo Tribunal Federal
As falas do presidente do PT ocorrem em um momento de crise no Supremo Tribunal Federal (STF). A situação foi desencadeada pela divulgação de um relatório da Polícia Federal (PF) que detalha conversas entre o ministro Alexandre de Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
A divulgação das mensagens nesta terça-feira (1) e o pedido de explicações feito pelo ministro André Mendonça elevaram a tensão na Corte. O caso está sendo apurado no âmbito do chamado Caso Master.
O presidente do STF, Edson Fachin, afirmou em evento realizado nesta quarta-feira (2) que os fatos sobre as trocas de mensagens serão apurados "no devido tempo e sem precipitação".
Fachin será o responsável por decidir se o relatório da PF, que contém os pedidos de proteção do banqueiro ao ministro, será levado para julgamento pelo plenário da Corte, conforme solicitado por Mendonça.
