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Política

Haddad critica Tarcísio de Freitas e pede união contra medidas de Donald Trump

Fernando Haddad cobrou autocrítica de Tarcísio de Freitas após anúncio de tarifas de 25% aplicadas pelos Estados Unidos ao Brasil.

Por Davy Albuquerque

O pré-candidato ao governo de São Paulo, Fernando Haddad, pediu a união dos paulistas contra a postura do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante evento realizado em Jales, no interior de São Paulo, nesta quinta-feira (16/7). Haddad também criticou o governador Tarcísio de Freitas, sugerindo que o atual chefe do Executivo paulista faça uma autocrítica por seu apoio ao governo americano.

Durante o encontro no Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp), Haddad afirmou que o estado de São Paulo é o mais afetado pelo anunciado "tarifaço" e que os interesses nacionais devem prevalecer sobre a postura dos Estados Unidos.

O que motivou as críticas?

As declarações de Haddad ocorrem no mesmo dia em que o governo dos Estados Unidos anunciou a aplicação de uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros, com início previsto para o dia 22 de julho. A medida baseia-se em uma investigação do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), que identificou práticas desleais do Brasil que prejudicariam exportadores norte-americanos.

Haddad declarou que espera que Tarcísio de Freitas reavalie sua posição em relação ao governo de Donald Trump. O pré-candidato classificou como "ingenuidade" a expectativa de que outro país defenda os interesses do Brasil.

O governador Tarcísio de Freitas já havia manifestado entusiasmo com a vitória de Trump em janeiro de 2025. Em agosto de 2025, em evento na capital paulista, o governador comentou que buscaria entender o estilo de gestão do presidente americano para não dificultar possíveis vitórias políticas de Trump.

Posicionamento dos Estados Unidos e do Brasil

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, atribuiu a imposição das tarifas ao governo de Luiz Inácio Lula da Silva. Rubio afirmou que o governo brasileiro não negociou com boa-fé e que as novas taxas são uma consequência das políticas econômicas atuais.

A nova medida tarifária prevê exceções para alguns itens, como café, carne bovina, peixe, terras-raras e laranja. O governo brasileiro, por sua vez, divulgou nota repudiando a decisão e afirmou que a medida é um "enredo construído com a colaboração da família Bolsonaro".

O Palácio do Planalto argumentou que os EUA acumularam um superávit de US$ 424,5 bilhões em bens e serviços com o Brasil nos últimos 15 anos. Em 2025, o governo informou que 76% das importações vindas dos Estados Unidos entraram no Brasil sem o pagamento de imposto de importação, com uma alíquota média efetiva de apenas 3,1%.

Revisado por Davy Albuquerque, editor responsável.