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Política

Câmara de Balneário Camboriú rejeita abono de falta de Jair Renan Bolsonaro

Câmara Municipal negou pedido do vereador para evitar desconto de R$ 2,2 mil; colega criticou uso de verba de campanha durante ausências.

Por Redação Diário Local

A Câmara de Balneário Camboriú rejeitou, nesta terça-feira (22), o pedido do vereador Jair Renan Bolsonaro (PL) para abonar uma falta ocorrida na semana passada. Com a decisão, o parlamentar terá um desconto de R$ 2,2 mil em seu salário mensal.

O vereador justificou a ausência na sessão do dia nesta quarta-feira (16) (16) por "motivo de ordem pessoal", alegando que precisou visitar seu pai. O requerimento de abono foi rejeitado por 10 votos a 5, com uma abstenção.

O parlamentar, que é candidato a deputado federal por Santa Catarina, recebeu críticas do colega Marcelo Achutti (MDB) durante a votação. Achutti questionou o pedido de abono de verba pública enquanto o vereador está em período de campanha eleitoral e recebeu R$ 3 milhões do Fundo Eleitoral.

"Está em campanha eleitoral, faça igual os demais. Eu, quando fui candidato, licenciei-me e dei vaga ao suplente", afirmou Achutti. Em resposta, Jair Renan declarou que utiliza os recursos do Fundo Eleitoral apenas para a campanha e que devolve o que sobra.

O histórico de ausências do vereador é recorrente. Desde o início da campanha, em 16 de agosto (16), ele faltou a três sessões da Câmara. Além das sessões plenárias, o parlamentar também tem se ausentado das reuniões de comissões permanentes.

Em julho (julho), o presidente da comissão de Segurança Pública, Eduardo Zanatta (PT), solicitou que o vereador deixasse o colegiado devido ao excesso de faltas sem justificativa. Entre janeiro e junho deste ano, Jair Renan participou de apenas três das 12 reuniões realizadas.

De acordo com o Regimento Interno da Câmara de Balneário Camboriú, faltas não justificadas geram desconto proporcional. O vencimento mensal de um vereador no município é de R$ 18,2 mil.

Jair Renan Bolsonaro é o quarto filho do ex-presidente Jair Bolsonaro. O parlamentar já foi réu por lavagem de dinheiro e falsificação de documentos, mas a ação penal foi trancada pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) em fevereiro deste ano.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.