Flávio Bolsonaro deixa o Brasil após derrota eleitoral e gera debate sobre permanência no Senado
A saída do senador Flávio Bolsonaro do país ocorre após o resultado das eleições presidenciais e levanta questões sobre as regras de mandato.
Por Redação Diário Local
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) deixou o Brasil após o resultado das eleições presidenciais de 2026. A saída do parlamentar ocorre em um período de reorganização das forças políticas de oposição, após a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para um quarto mandato.
A viagem do senador acontece poucos dias após o Supremo Tribunal Federal (STF) determinar a entrega de seus passaportes à Polícia Federal. Flávio Bolsonaro foi eleito senador pelo Rio de Janeiro em 2018, com mandato que se encerra em janeiro de 2027.
O movimento levanta questionamentos sobre a manutenção do mandato parlamentar. De acordo com as normas constitucionais, o simples fato de um senador permanecer no exterior não é motivo para a perda do cargo. A situação depende da duração do afastamento, das justificativas apresentadas e do cumprimento das exigências regimentais da Casa.
A Constituição Federal prevê hipóteses específicas para a perda de mandato. Entre os motivos estão condenações determinadas, incompatibilidades com o exercício da função e a ausência não justificada a um terço das sessões ordinárias em cada sessão legislativa.
O afastamento também pode ocorrer por meio de licença, seguindo as regras do Senado Federal. Em situações previstas na Constituição, caso uma licença ultrapasse 120 dias, pode haver a convocação de um suplente para ocupar a vaga do titular.
O cenário político do PL no Senado
A saída do senador ocorre em meio à reorganização da direita após o pleito presidencial. O Partido Liberal (PL) deve ter 28 das 81 cadeiras do Senado a partir de 2027, o que consolidará a legenda como a maior bancada da instituição.
Com esse número de parlamentares, o PL terá capacidade de influenciar votações estratégicas, como Propostas de Emenda à Constituição (PECs), que exigem o apoio de ao menos 49 senadores para aprovação.
Como disputou a Presidência da República em 2026, Flávio Bolsonaro não concorreu à renovação de sua cadeira no Senado. O desafio do parlamentar será preservar sua influência política e participar das articulações da oposição até o fim de seu mandato.
