Judiciário terá renovação de 40% dos cargos de poder em 10 anos, aponta pesquisa
Levantamento do centro de pesquisa Justa projeta a abertura de 1.345 vagas por aposentadoria compulsória no período.
Por Redação Diário Local
O Poder Judiciário brasileiro passará pela renovação de 40% de seus cargos de poder nos próximos 10 anos. De acordo com um levantamento divulgado nesta terça-feira (29), o centro de pesquisa Justa projeta a abertura de 1.345 vagas decorrentes de aposentadoria compulsória no período.
Os dados indicam que o país enfrentará uma forte transição geracional em seus principais tribunais. Em algumas instituições específicas, a renovação de integrantes pode chegar a até 70% do quadro total de ocupantes.
O estudo baseou-se no cálculo da data de aposentadoria compulsória de ocupantes de cargos em 63 instituições do Judiciário. A amostragem incluiu 27 Tribunais de Justiça, 27 Ministérios Públicos estaduais, o Ministério Público Federal e 6 Tribunais Regionais Federais.
A pesquisa também contemplou o Superior Tribunal de Justiça (STJ) e o Supremo Tribunal Federal (STF). No STJ, a previsão é de que 48% dos cargos passem por renovação nos próximos 10 anos, com a abertura de 17 novas vagas.
Já no Supremo Tribunal Federal, o levantamento aponta que 36% de seus cargos serão renovados na próxima década. Isso resultará na abertura de 5 novas indicações para a instância máxima da Justiça brasileira.
Estados com maior número de vagas
Em relação ao total de instituições consideradas pelo levantamento, o estado de São Paulo lidera a lista de movimentações, com 362 cargos que devem ficar vagos. O Rio de Janeiro aparece em seguida, com a previsão de 159 vagas disponíveis.
Outras unidades da federação também apresentam volumes significativos de renovação para os próximos anos. O Rio Grande do Sul terá 63 vagas, Santa Catarina 51 e Goiás 47 cargos disponíveis conforme a projeção.
Sobre o levantamento
O Justa é um centro de pesquisa e design estratégico que atua na análise da economia política da justiça. A organização foca no estudo da gestão e do financiamento do sistema judicial brasileiro.
Segundo o grupo, o objetivo é analisar como a relação entre o sistema de Justiça, os outros Poderes e a economia impacta a vida da população e a experiência democrática no país.
