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Justiça

Gravação mostra juiz sugerindo venda do Banco Santos ao Banco Master

O magistrado Paulo Furtado de Oliveira Filho teria sugerido aos herdeiros a venda de participações ao Banco Master em gravação.

Por Redação Diário Local

Uma gravação revela que o juiz Paulo Furtado de Oliveira Filho, da 2ª Vara de Falências de São Paulo, sugeriu a venda de participações dos herdeiros do Banco Santos ao Banco Master. O registro mostra o magistrado propondo que os filhos do falecido banqueiro Edemar Cid Ferreira, ex-controlador da instituição, realizem a transação financeira.

De acordo com o conteúdo do áudio, o magistrado também fez críticas à defesa jurídica da família de Edemar Cid Ferreira. No registro, Paulo Furtado de Oliveira Filho teria sugerido que os herdeiros contratassem nomes profissionais indicados por ele para atuar no caso.

A gravação também indica que houve uma sugestão de realização de um “acordão” em relação às ações judiciais movidas contra os herdeiros do ex-controlador. O processo de falência do Banco Santos está sob a responsabilidade do magistrado há cerca de dez anos.

Ao ser procurado sobre o conteúdo da gravação, o juiz Paulo Furtado de Oliveira Filho afirmou que não tem conhecimento sobre a existência de qualquer registro desse tipo. O magistrado negou a ciência do áudio mencionado.

Em sua defesa, o magistrado declarou que conduziu o processo de forma isenta. Segundo o juiz, ele tratou todas as partes envolvidas no caso de maneira igualitária durante todo o período de atuação na vara de falências.

O caso envolve o desmonte e a liquidação dos ativos do Banco Santos, um dos processos de falência mais longos da capital paulista. A gestão da quebra da instituição financeira tem sido acompanhada detalhadamente pela Justiça de São Paulo.

A sugestão de venda ao Banco Master surge em um contexto de continuidade das disputas judiciais envolvendo o patrimônio deixado por Edemar Cid Ferreira. Os herdeiros seguem no centro das ações que buscam liquidar as obrigações do banco.

Até o momento, não houve novos desdobramentos oficiais sobre a autenticidade ou o impacto da gravação no andamento dos processos de falência. O caso permanece sob análise dos envolvidos e das autoridades competentes.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.