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Juliete Pantoja propõe uso de imóveis ociosos para habitação popular no Rio

Candidata da Unidade Popular defende aproveitamento de terrenos desocupados e regularização fundiária em favelas no Rio.

Por Redação Diário Local

A candidata da Unidade Popular (UP) ao Governo do Estado do Rio, Juliete Pantoja, apresentou a política habitacional como um dos eixos centrais de seu programa para as eleições de 2026. A proposta defende a utilização de imóveis e terrenos desocupados para reduzir o déficit habitacional e a implementação de reformas urbanas com atuação direta do poder público.

O plano de governo prevê que propriedades ociosas sejam incorporadas a programas voltados para famílias sem moradia adequada, seguindo os instrumentos previstos pela legislação urbanística. Além disso, a candidatura sustenta o fim de despejos de famílias vulneráveis e a busca por maior prevenção contra a perda de moradia.

A execução das medidas depende da situação jurídica de cada imóvel, de processos de desapropriação ou outros instrumentos urbanísticos. O projeto também prevê a colaboração dos municípios, que detêm atribuições sobre o uso e a ocupação do solo.

Como funcionaria a construção de novas moradias?

A proposta prevê a construção de habitações populares com a participação direta das comunidades, por meio de cooperativas de trabalhadores e mutirões. Em vez de focar apenas em contratos com grandes construtoras, o Estado ofereceria capacitação técnica e apoio a esses grupos organizados.

O plano menciona o uso de tecnologias sustentáveis nas novas unidades, como a geração de energia solar e o emprego de tijolos ecológicos. Para garantir a viabilidade técnica, há a previsão de parcerias com entidades profissionais e instituições de ensino para orientar as famílias envolvidas nas obras.

A estratégia também inclui a regularização fundiária em favelas, ocupações e bairros populares. O objetivo é garantir segurança jurídica aos moradores sobre seus imóveis, facilitando o acesso a financiamentos, programas de melhoria habitacional e serviços públicos.

Integração com outras políticas públicas

A política de moradia está vinculada a propostas de urbanização, saneamento e melhoria da infraestrutura em áreas populares. O programa também prevê mecanismos de apoio financeiro para reformas em residências situadas nessas localidades.

Outro ponto do plano é a ampliação de vagas em creches e escolas públicas em tempo integral. A candidatura argumenta que a oferta desses serviços facilita a permanência de mães no mercado de trabalho e nos estudos.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.