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Supremo Tribunal Federal

Juristas defendem apuração de relação entre Moraes e banqueiro Daniel Vorcaro

Especialistas avaliam mensagens de Vorcaro para a Polícia Federal e sugerem até afastamento cautelar do ministro do STF.

Por Redação Diário Local

Juristas que analisaram a relação entre o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e o banqueiro Daniel Vorcaro defenderam a necessidade de uma apuração aprofundada sobre os fatos. A avaliação ocorre após a divulgação de mensagens extraídas pela Polícia Federal do celular de Vorcaro.

Para o ex-ministro da Justiça, Miguel Reale Jr., os diálogos sugerem uma proximidade que pode caracterizar o crime de advocacia administrativa. O delito ocorre quando um agente público utiliza sua posição para patrocinar, direta ou indiretamente, interesses privados perante a administração pública.

Segundo Reale Jr., a conduta apresentada nas mensagens, que incluem consultas sobre medidas judiciais e revisões de contratos, compromete a credibilidade da instituição. O jurista defende que o caso seja investigado por meio de uma sindicância no próprio STF ou pela Procuradoria-Geral da República (PGR).

O que dizem os especialistas sobre o caso?

Além da possibilidade de investigação, o jurista e ex-desembargador do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), Walter Maierovitch, levantou a questão do afastamento cautelar do ministro enquanto os fatos são apurados.

A controvérsia envolve dados obtidos durante a Operação Compliance Zero, iniciada em novembro de 2025. A operação investiga suspeitas de fraudes de cerca de R$ 12 bilhões em cessões de carteiras de crédito do Banco Master ao BRB.

O relatório da Polícia Federal, encaminhado ao ministro André Mendonça nesta quinta-feira (27), detalha que o contato de Moraes no celular de Vorcaro estava registrado como “Alexandre de Moraes BRASILIA”.

Evidências apontadas pela investigação

Os documentos da Polícia Federal reconstituem uma relação que começou no fim de 2023. Além de mensagens sobre a investigação do Banco Master, o material aponta registros de encontros entre o banqueiro e o magistrado.

A investigação também identificou metadados em minutas de contratos firmados pelo banco com o escritório de Viviane Barci de Moraes. Segundo o relatório, a última modificação desses documentos teria sido realizada por um usuário identificado como “Ministro Alexandre de Moraes”.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.