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Justiça

Relatório da PF aponta que PGR teria pedido para banqueiro custear viagem de filho a Londres

Investigação revela mensagens de advogado que indicavam ser interlocutor de Paulo Gonet junto ao fundador do Banco Master.

Por Redação Diário Local

Um relatório da Polícia Federal aponta que o procurador-geral da República, Paulo Gonet, teria solicitado ao fundador do Banco Master, Daniel Vorcaro, o financiamento da viagem de seu filho para um evento em Londres. As informações constam em investigações que tiveram o sigilo retirado nesta terça-feira (1).

Segundo os investigadores, o advogado Ciro Soares atuava como interlocutor entre o chefe do Ministério Público Federal e o banqueiro. Mensagens colhidas pela PF indicam que Soares enviava fotos e informações sobre Gonet para Vorcaro, além de articular a participação do procurador-geral em um evento na capital inglesa.

O 1º Fórum Jurídico – Brasil de Ideias foi realizado no hotel The Peninsula, em Londres, entre os dias 24 e 26 de abril de 2024, sob o financiamento do Banco Master. De acordo com o relatório, o encontro contou com uma degustação de whisky que custou US$ 640.831,88.

Como funcionava a interlocução

As mensagens interceptadas mostram que, em março de 2025, Soares enviou fotos de Gonet para Vorcaro e afirmou que o procurador-geral desejava falar com o banqueiro. Pouco tempo depois, o advogado comunicou que Gonet viajaria com o grupo para Londres.

Em abril de 2024, uma funcionária de Vorcaro enviou uma lista de convidados ao banqueiro para questionar quem teria as despesas pagas pela instituição. Embora tenha rejeitado o custeio para outros convidados, Vorcaro autorizou especificamente as despesas de Ciro Soares e do filho do procurador-geral, Pedro.

Em junho de 2025, o advogado Ciro Soares reforçou a confirmação da ida de Gonet para o evento e perguntou novamente sobre a presença de Pedro, ao que Vorcaro respondeu positivamente.

Retirada do sigilo

A divulgação dos detalhes do relatório ocorreu nesta terça-feira (1), após o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, determinar o fim do sigilo das investigações. O documento da Polícia Federal também menciona registros de mensagens trocadas entre Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes.

Até o fechamento desta matéria, o procurador-geral da República, o ministro Alexandre de Moraes e a defesa de Daniel Vorcaro não haviam respondido aos pedidos de comentário sobre o relatório da Polícia Federal.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.