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Supremo Tribunal Federal

Escritório da esposa de Alexandre de Moraes nega impedimento em contrato com Banco Master

Escritório de advocacia da esposa do ministro afirma que não há conflito de interesses por inexistência de atuação de Moraes no STF sobre o banco

Por Redação Diário Local

O escritório de advocacia liderado por Viviane de Barci, esposa do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou, em nota divulgada nesta terça-feira (1), a inexistência de impedimentos legais para a prestação de serviços de consultoria jurídica ao Banco Master.

De acordo com a manifestação do escritório, o setor de compliance da banca consultou Moraes, na condição de marido da sócia diretora, sobre possíveis conflitos de interesses que pudessem inviabilizar o contrato, como a existência de ações sob sua relatoria no STF ou participação em julgamentos que envolvessem o possível cliente.

A nota ressalta que, como o ministro jamais julgou causas envolvendo o Banco Master, o contrato foi formalizado e os serviços advocatícios foram devidamente executados.

Investigação da Polícia Federal sobre contrato de R$ 131 milhões

A declaração do escritório surge após investigação da Polícia Federal indicar que metadados de um contrato de R$ 131 milhões entre a banca de advocacia e o banco registraram edições realizadas por um usuário identificado como 'Ministro Alexandre de Moraes'. O arquivo teria sido enviado por WhatsApp pela esposa do ministro ao banqueiro Daniel Vorcaro.

Embora o registro encontrado pela PF não identifique diretamente o receptor da mensagem, investigadores apontam que a solicitação teria como destino o ministro Alexandre de Moraes. Procurados para comentar o caso, os assessores de Moraes não responderam de imediato.

Manifestação da PGR solicitada por ministro do STF

O ministro André Mendonça, relator do caso envolvendo o Banco Master no STF, solicitou que a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifeste sobre um documento produzido pela Polícia Federal. O documento trata de uma suposta mensagem de Vorcaro que mencionaria um questionamento sobre a possibilidade de reverter o andamento de investigações contra ele.

Na mensagem, seriam feitas referências indiretas ao procurador-geral da República, Paulo Gonet, e ao diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. Mendonça estabeleceu um prazo de cinco dias para o posicionamento da PGR.

O Banco Master foi liquidado em novembro de 2025, época em que o banqueiro Daniel Vorcaro foi preso pela primeira vez pela Polícia Federal. Após ser solto, Vorcaro foi alvo de uma nova prisão preventiva em março deste ano.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.