Alexandre Kalil oferece vaga ao Senado para o PSDB para fortalecer chapa em Minas Gerais
O ex-prefeito de Belo Horizonte busca alianças para ampliar chances de disputa ao segundo turno no governo de Minas Gerais.
Por Redação Diário Local
O ex-prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PDT), ofereceu ao PSDB uma vaga para a disputa ao Senado dentro de sua chapa de candidatos. A proposta tem como objetivo articular alianças políticas que possam fortalecer as chances de uma disputa ao segundo turno para o governo de Minas Gerais.
De acordo com representantes do PDT, a oferta permite que o PSDB escolha o nome que considerar mais adequado para a composição, não ficando o espaço restrito a um único candidato.
O nome mais cotado para ocupar a vaga oferecida é o do deputado federal e presidente nacional do PSDB, Aécio Neves. No entanto, o parlamentar ainda não decidiu se buscará uma cadeira na Casa Alta do Legislativo e estabeleceu o mês de agosto como prazo para a definição.
O PSDB também tem sido alvo de articulações de outros grupos políticos. O presidente nacional do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto, tem interesse em atrair Aécio Neves para apoiar a candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência da República.
A direção do PSDB avalia que a sigla vive um momento de reconstrução interna. O principal objetivo da legenda é ampliar em cerca de 50% sua bancada na Câmara dos Deputados, buscando saltar de 19 para 30 deputados federais no próximo pleito.
Ao longo das últimas semanas, Kalil também buscou construir apoios com o PSB e com as federações PSol-Rede e União Brasil-PP. No entanto, o PSB deve integrar a chapa do PT por determinação da diretoria nacional, movimento que deve ser seguido pela federação PSol-Rede.
O cenário de alianças para o governo de Minas Gerais segue em disputa. A federação União-PP, que recebia investidas de diversos pré-candidatos, passou a cogitar o lançamento de uma candidatura própria.
O nome apontado para encabeçar esse movimento independente dentro da federação é o do ex-secretário de governo de Minas Gerais, Marcelo Aro (PP).
