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Lula empata com Flávio Bolsonaro em eventual segundo turno, aponta pesquisa Quaest

Levantamento Quaest mostra Lula com 36% no primeiro turno, mas com rejeição pessoal em alta e empate com adversário no segundo turno

Por Redação Diário Local

O presidente Lula aparece empatado com Flávio Bolsonaro em um eventual segundo turno das eleições presidenciais, segundo pesquisa Quaest divulgada nesta segunda-feira (7). O levantamento indica que, embora o atual presidente mantenha a liderança no primeiro turno com 36% das intenções de voto, a disputa direta com o adversário registra equilíbrio numérico, com ambos os candidatos alcançando 41%.

Os dados apontam uma mudança de tendência desde julho, período em que Lula chegou a abrir uma vantagem de oito pontos percentuais em simulações de segundo turno. Desde então, observa-se um crescimento na intenção de voto em Flávio Bolsonaro, enquanto o presidente perde terreno.

No que diz respeito à avaliação do governo, a pesquisa mostra que a desaprovação da gestão atual subiu de 48% para 50%, enquanto a aprovação está em 43%. Em relação à rejeição pessoal, Lula registrou 53%, índice próximo aos 55% de rejeição de Flávio Bolsonaro.

O levantamento também destacou variações em percepções sobre problemas nacionais. Entre uma semana e outra, o indicador que apresentou a maior oscilação foi a importância atribuída à corrupção como o principal problema enfrentado pelo país.

Crise no STF e cenário político

O cenário político foi influenciado por recentes movimentações no Supremo Tribunal Federal (STF). Treze ministros aposentados da Corte assinaram uma carta solicitando uma sessão pública para apurar fatos relacionados ao caso do Banco Master, que envolvem o ministro Alexandre de Moraes.

Em comício realizado no domingo (6), na Avenida Paulista, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, criticou a atuação do ministro. Alfredo Gaspar, vice na chapa de Flávio Bolsonaro, também elevou o tom contra a relação entre o presidente e o magistrado.

Endividamento e economia

No campo econômico, embora indicadores de desemprego, inflação e renda apresentem resultados positivos, houve crescimento no percentual de eleitores que se declaram endividados. Segundo a Quaest, 72% dos entrevistados afirmam ter dívidas, sendo 28% que possuem muitas e 44% que possuem poucas.

O desafio para a oposição, no entanto, permanece elevado devido ao histórico eleitoral brasileiro. Desde 1990, apenas 28,7% dos candidatos que terminaram o primeiro turno em segundo lugar conseguiram reverter o placar e vencer a eleição em disputas estaduais.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.