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Justiça

Presidente da OAB cobra respostas do STF para restaurar confiança nas instituições

Beto Simonetti afirmou que a transparência e a isenção são necessárias para preservar a estabilidade democrática e a confiança da sociedade.

Por Redação Diário Local

O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Beto Simonetti, cobrou do Supremo Tribunal Federal (STF) "respostas rápidas e claras" para enfrentar a crise institucional que atinge a Corte. Em vídeo publicado nesta segunda-feira (7), Simonetti afirmou que a confiança da sociedade nas instituições deve ser restabelecida por meio de transparência e isenção para preservar a estabilidade democrática do país.

Segundo o presidente da entidade, a democracia brasileira precisa de instituições que inspirem respeito pela confiança conquistada, e não apenas pela autoridade que possuem. Simonetti declarou que a independência nacional deve envolver o fim do "medo, da dúvida e da desconfiança".

O posicionamento da OAB ocorre em um período de intensas pressões sobre o STF por esclarecimentos sobre investigações envolvendo o fundador do Banco Master, Daniel Vorcaro, e disputas entre os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça. A entidade manteve para esta quarta-feira (9) uma reunião extraordinária do Colégio de Presidentes para tratar do tema.

A crise é reforçada por uma carta enviada ao presidente do STF, Edson Fachin, assinada por 13 ministros aposentados da Corte. No documento, os ex-magistrados classificam o momento como a "mais aguda crise" da história do Supremo e defendem a convocação de uma sessão pública para determinar a apuração dos fatos.

A tensão envolve um relatório de 218 páginas da Polícia Federal (PF) sobre o celular de Daniel Vorcaro, cujo sigilo foi levantado por decisão de Mendonça no último dia 1º de setembro. O documento reúne mensagens e registros de chamadas que mencionam autoridades como o procurador-geral da República, Paulo Gonet, e o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues.

Entre os dados analisados, constam 52 mensagens enviadas por Vorcaro a um celular atribuído ao ministro Alexandre de Moraes, embora as respostas do magistrado não constem no material. O caso ganhou novos contornos após Moraes pedir, na última quinta-feira (3), que Mendonça fosse investigado por abuso de autoridade no inquérito das fake news.

Na sexta-feira (4), o ministro Edson Fachin retirou o pedido de Moraes do inquérito das fake news e determinou que a questão seja tratada no mesmo procedimento que analisa o relatório da PF sobre a relação entre Moraes e Vorcaro.

Pressão nas ruas e manifestações

A crise institucional também se manifestou em atos públicos realizados em ao menos nove capitais brasileiras durante o feriado de nesta segunda-feira (7). Em São Paulo, uma manifestação na Avenida Paulista reuniu 34.200 pessoas em atos contra o ministro Alexandre de Moraes.

O evento na capital paulista contou com a presença do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP) e do deputado Nikolas Ferreira (PL-MG).

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.